Páginas

Mostrando postagens com marcador Ensino Religioso. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ensino Religioso. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 6 de março de 2014

Quaresma e Campanha da Fraternidade 2014






TEMA: Fraternidade e tráfico humano.
LEMA: “É para liberdade que Cristo nos libertou” Gl 5,1

               É inerente ao ser cristão o permanente processo de conversão; converter é mudar. Mudar o olhar, atitudes, pensamentos, conceitos e “caminhos” ainda que permaneçamos nas mesmas trilhas, mas mudando o jeito de caminhar.
               Muito se fala que a quaresma é tempo de mudança e conversão, o que não está errado, porém essas atitudes devem ser permanentes. Devem ser um comportamento constante na vida do Cristão.
               Quando Cristo nos fala em Jo 10,10 que o motivo de Sua vinda ao mundo foi (e é) para que todos tenham vida PLENA, ele nos deixa esse mandato para que tenhamos essa referência em nossa existência.
               Portanto, toda e qualquer situação em que a vida em todos os seus sentidos deixe de acontecer, estará ali uma realidade que clama a exigência de que o cristão se faça presente, denuncie e anuncie em nome do evangelho tal situação, empenhando-se para a extinção da mesma.
               Nesse sentido, a Campanha da Fraternidade é um instrumento especial que nos possibilita e nos impele a esse processo de comprometimento com a causa pela vida que brota de maneira definitiva na Ressurreição de Jesus.
               Nesse ano de 2014 o convite que nos chega da Campanha da Fraternidade é o de refletir e envidar esforços diante da triste questão do tráfico humano. O texto base nos aponta que o tráfico humano...

       Fatura cerca de 32 bilhões de dólares/ano;
       É o 2º ou 3º crime mais rentável do planeta;
       Em 2012 a OIT citou a existência de 20,9 milhões de vítimas no mundo, em trabalho escravo e exploração sexual;
       Mulheres e jovens representam 11,4 milhões ou 55% das vítimas;
       Os adultos são os mais afetados 15,4 milhões ou 74%;
       9,1 milhões ou 44% são aliciados ao migrarem.

               E por que essa é uma questão contra a qual devemos nos empenhar?      
             
              Ainda conforme o texto base:
 
        É para a liberdade que Cristo nos libertou (Gl 5,1)
       Diante da grandeza de sermos filhos e filhas de Deus é inaceitável que a pessoa seja objeto de exploração ou de compra e venda. É uma negação radical do projeto de Deus para a humanidade.
       O Antigo testamento tem como fio condutor a libertação da pessoa humana e a Aliança entre Deus e seu povo.


Assim, o texto base propõe entre outras ações que:

        A Igreja é chamada a dar uma resposta de amor (I Jo 4,19), por meio dos discípulos missionários, às situações que atentam contra a dignidade dos pequeninos e injustiçados, a exemplo das vítimas do tráfico humano.
        O tráfico humano não é somente questão social, mas, também, eclesial e desafio pastoral.

Diante do quê, podemos e devemos concluir:

        Em face de um crime que clama aos céus, como o tráfico humano, não se pode permanecer indiferente, sobretudo os cristãos.
        A Conferência de Aparecida reafirmou à Igreja latino-americana que sua missão implica necessariamente advogar pela justiça e defender os pobres, especialmente em relação às situações que envolvem morte.
        Que esta Campanha da Fraternidade suscite, com as luzes do Espírito de Deus, muitas ações e parcerias que contribuam para a erradicação da nossa sociedade dessa chaga desumanizante, que impede pessoas de trilharem seus caminhos e crescerem como filhos e filhas de Deus. Afinal, foi para a liberdade que Cristo nos libertou.
        A Virgem das Dores, que amparou seu Filho crucificado, faça crescer entre os cristãos e pessoas de boa vontade a solicitude pelos irmãos e irmãs explorados cruelmente pelo tráfico humano.

               Vivenciemos, portanto, uma vida cristã que, nesse período quaresmal, nos estimule de modo especial à mudança, conversão e solidariedade com os que mais sofrem.


Wanderley Avelar
Agente de Pastoral - Depas


quinta-feira, 4 de julho de 2013

Comissão de alunos representa o Colégio Santo Agostinho na Jornada Mundial da Juventude

 Em 2013 acontecerão dois eventos importantes destinados à juventude: a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e o Encontro da Juventude Agostiniana (EJA), no Rio de Janeiro e em São Paulo, respectivamente.

A história da Jornada Mundial da Juventude teve início com o Papa João Paulo II, que vislumbrou, ainda na década de 80, um grande encontro que reunisse a juventude do mundo todo, partilhando e vivenciando, a seu modo, a fé e o dinamismo da vida cristã. Desde então, a cada 4 anos esse encontro se renova, congregando jovens de diferentes nações que testemunham e amadurecem sua fé em Deus por meio da Igreja.

Inspirada nessas Jornadas, os agostinianos, presentes em todos os continentes do mundo, convidaram os jovens que participam de seus colégios, obras sociais, paróquias e diversas outras atividades a partilharem suas experiências, em vista de fortalecer sua fé e comungar sua identidade cristã e agostiniana. Daí nasceu o Encontro da Juventude Agostiniana.

Embora nascido no seio da Igreja Católica, a Jornada Mundial da Juventude se propõe a ser um encontro com todas “as juventudes” do mundo, em sua diversidade de crenças, culturas, modos de viver e se expressar.

Os três colégios agostinianos de Minas (Contagem, Belo Horizonte, Nova Lima) formaram uma comissão de professores e alunos que nos representarão nesses eventos. Em Contagem, os nossos representantes são Cecília Siman e Marina Fraga, do 9º ano D (tarde), e Maria Eduarda Martins (1º C), Lucas Nery (2º A), Ana Beatriz Francione (2ºB) e Letícia Rabelo, Luana Carolina e Lorena Castro (do 2º C). Os professores que acompanharão os estudantes serão Antônia Augusta (Depas), Maicon Chaves (Ensino Religioso), Kátia Adriana (Ensino Religioso) e Teresa Fabíola (Língua Espanhola).

Os nossos participantes levarão um pouco do “rosto agostiniano” de Contagem, ao mesmo tempo em que testemunharão as experiências de jovens do mundo todo. Com certeza, trarão muitas lembranças e momentos marcantes em suas bagagens, ao retornarem desses eventos.
 
 
 
 

sexta-feira, 30 de março de 2012

Espiritualidade

Do livro: “ESPIRITUALIDADE – Um Caminho de Transformação”
de Leonardo Boff


Agora cabe colocar diretamente a pergunta: afinal, o que é espiritualidade? Uma vez fizeram esta pergunta ao Dalai-Lama e ele deu uma resposta extremamente simples: “Espiritualidade é aquilo que produz no ser humano uma mudança interior”.
Não entendendo direito, alguem perguntou novamente:
- Mas se eu praticar a religião e observar as tradições, isso não é espiritualidade?
O Dalai-Lama respondeu:
- Pode ser espiritualidade, mas, se não produzir em você uma transformação, não é espiritualidade. E acrescentou:
- Um cobertor que não aquece deixa de ser cobertor.
Então atalhou a pessoa:
- A espiritualidade muda ou é sempre a mesma coisa?
E o Dalai-Lama falou:
- Como dizem os antigos, os tempos mudam e as pessoas mudam com ele. O que ontem foi espiritualidade hoje não precisa mais ser. O que em geral se chama de espiritualidade é apenas a lembrança de antigos caminhos e métodos religiosos.
E arrematou:
- O manto deve ser cortado para se ajustar aos homens. Não são os homens que devem ser cortados para se ajustar ao manto.


Parece-me que o principal a ser retido desse pequeno diálogo com o Dalai-Lama é que espiritualidade é aquilo que produz dentro de nós uma mudança. O ser humano é um ser de mudanças, pois nunca está pronto, está sempre se fazendo, física, psíquica, social e culturalmente. Mas há mudanças e mudanças. Há mudanças que não transformam nossa estrutura de base. São superficiais e exteriores, ou meramente quantitativas. Mas há mudanças que são interiores. São verdadeiras transformações alquímicas, capazes de dar um novo sentido à vida ou de abrir novos campos de experiência e de profundidade rumo ao próprio coração e ao mistério de todas as coisas. Não raro, é no âmbito da religião que ocorrem tais
mudanças. Mas nem sempre. Hoje a singularidade de nosso tempo reside no fato de que a espiritualidade vem sendo descoberta como dimensão profunda do humano, como o momento necessario para o desabrochar pleno de nossa individuação e como espaço da paz no meio dos conflitos e desolações sociais e existenciais.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Reflexões sobre o sentido da vida

O estudante Vitor Galdino, do 9° A, escreveu o belo texto a seguir, inspirado em sua experiência pessoal e na aula do Ensino Religioso, onde os alunos refletiram sobre o modo como aproveitamos o tempo e o significado que damos para a vida. Vale a pena ler!

            Quando a professora nos pediu para lembrarmos a nossa vida, já tinha percebido o quão a tarefa ia ser complicada, só não tinha noção de que não ia lembrar quase nada. Lembrei-me muito vagamente da minha infância, apesar de ser uma época tão boa e tão simples da nossa vida – quando uma pequeníssima coisa, como uma formiga traçando seu caminho, poderia ser tão fantástica e interessante, diferente de hoje, que é simplesmente um “nada”. A ingenuidade e o carinho com a família e os amigos também foi algo muito marcante. E o que mais?
            Foi quando me toquei que, sem percebermos, deletamos memórias da nossa própria vida. Mas, por quê? Fiquei tentando chegar a uma resposta e cheguei a inúmeras.
            A sociedade começa a exigir que você cresça, tanto em casa como em outros ambientes, tais como a escola. Pouco a pouco vamos esquecendo a tal simplicidade nas coisas; é uma mudança drástica e surpreendente.
            A sociedade também influencia em coisas como: “Ah, isso não é coisa da sua idade, é coisa de criança” – principalmente no que se refere aos amigos.
            Acho que também deletei algumas coisas porque, querendo ou não, tudo vai virando uma questão de rotina – é quando as mudanças da pré-adolescência surgem. O dia vai se tornando cada vez mais rotineiro e “chato”.
            É então que começamos a “fechar os olhos” para tanta coisa que devíamos notar, tantas coisas boas, e isso só aumenta a impressão de que não há tempo, que tudo é monótono e chato. Mas será que não há tempo ou nós não soubemos organizá-lo?
            “O tempo passa, não volta mais”. A gente passa a “correr” tanto que não nos damos conta disso. A vida está passando e deveríamos viver intensamente cada dia. Para isso, não precisa ir muito longe e viajar para outros lugares extraordinários, basta prestar atenção nas simples coisas que deixamos passar.
            Quando a professora disse que “50% da nossa vida gastamos pensando no que queríamos fazer”, fiquei surpreso, mas realmente é fato.
            Tem também a questão da vergonha. Antes, na infância, fazíamos tudo sem preocupar com o que o outro pensaria a respeito. Lembro muito bem que eu e minhas primas ensaiávamos músicas para depois apresentarmos, fingindo que éramos famosos, e isso nos fazia bem. E agora, temos vergonha de fazer aquilo, de falar isso, de agir daquela forma... Começamos a pensar muito se o outro vai achar bonito, ridículo, infantil, legal... Isso não é saudável, abaixa nossa autoestima e prevalece até hoje. A pessoa que consegue pensar “se está bom e bonito pra mim, não importa o que pensem” tem que ser perfeita para levar esse princípio adiante. Como ninguém é perfeito, todos nós nos preocupamos com isso.
            São tantas respostas que poderia até fazer um livro. Na verdade, quando abrirmos os olhos e percebermos que o tempo passou, pode ser muito tarde.
             Meu conselho a quem ainda é criança é que não deixe tudo isso se perder. Temos que crescer, amadurecer sim, mas não a ponto de deixarmos coisas incríveis passarem.
            Às vezes fico mesmo me questionando qual é o sentido da vida. Aliás, você está num corpo que Deus lhe deu, um corpo que tem emoções, sentimentos e seu tempo. Grosso modo, estamos de passagem na Terra. E, como uma linha do tempo, um segmento, um traço, tem início e fim. Muitas pessoas não gostam de falar disso, mas é a pura e indiscutível verdade. Nada é para sempre. Nem mesmo o que aprendemos, que pode ser mudado (o conhecimento) no futuro. Se você não aproveita ao máximo esse tempo, ele passa a ser curto demais e começamos a pensar: “nossa, como o tempo voa”. Ele só voa porque não temos a visão de futuro, que meu pai tanto diz.
            Pense: o que você quer daqui a três, dez, trinta anos? Casa, carro, família... Mas será que, quando pensar no seu passado, ele terá valido a pena?
            Nessas férias, tive uma experiência que não desejo para ninguém. Fui parar em alto-mar, de repente, com uma pranchinha em uma profundidade de, sei lá, 50, 60metros. Eu pedi a Deus que me deixasse aqui, afinal, não tinha cumprido a minha missão, ainda. E vi que não soube aproveitar o passado. Quer dizer, sim, aproveitei ao máximo a minha infância, mas senti que ainda não tinha feito tudo “valer a pena”. Foi um grande baque para mim. Graças a Deus, dois homens com um surfista conseguiram me salvar. Arriscaram suas vidas por um estranho, sendo que não ia fazer a mínima diferença para eles. Eu acho que isso é valer a pena, você ver tudo à sua volta e pensar no outro. Peço a Deus, todos os dias, que recompense esses homens.
            Acho que, se essa reflexão fosse feita antes desse terrível acontecimento, eu não teria feito tudo isso.
            Sabe o que estava pensando nesses dias? Por que eu, com 13 anos, não me lembro muito dos meus 5 ou 6 anos (ou dos 9, 10 anos) e meus avós, com 60, 70 anos, se lembram de tantos detalhes? Taí algo que não cheguei a uma ideia concreta, quem sabe talvez mais tarde eu tenha a resposta?
            A hipótese convincente a que cheguei foi que eles não se prendiam às coisas materiais, como fazemos hoje; o que importava eram os valores. Hoje, ficamos muito preocupados em estar conectados à Internet, a gastar horas e horas em frente ao computador, a postar sua vida no Facebook, que esquecemos de viver realmente. Do que adianta ter milhares de amigos virtuais, uma porção de seguidores, fotos postadas, se você não tem consciência da vida real? Consciência de trocar a vida real e próxima por um mundo virtual, surreal? De que você está perdendo a sua vida social?
            Não estou desvalorizando a Internet, ela é muito boa, legal, útil, mas deve ser usada com moderação.
            Tenho um colega que não é preso a nada disso. O máximo que tem é MSN e só usa raramente a Internet para a escola. Sim, ele é muito mais feliz do que outras pessoas que pensam que são.
            Tantas pessoas se cortam, se suicidam e ficam completamente abaladas e depressivas por motivos diversos. Imagine se você fosse um portador de câncer, de AIDS, e tivesse o seu tempo contado...
            Essas pessoas eram pra ser tristes, sem nenhuma perspectiva de vida. Mas, pelo contrário: elas não desistem de lutar e de fazer a vida valer a pena.
            A música “O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído”... começa a tocar em minha mente, mesmo não sabendo o título. “Queria ter me importado menos com problemas pequenos, ter visto o sol nascer. Queria ter trabalhado menos e até errado menos”... Está tudo fora de ordem, mas essa música mostra claramente que:
            “A felicidade não está fora de nós e não tão longe. Ela é, antes de tudo, um estado de espírito, uma coletânea de lembranças e sentimentos, uma maneira de ver a vida e não um determinado momento. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios”. “Devemos ver a beleza das coisas. Sorrir para o céu e o sol. Falar ‘eu te amo’ para todos”.   (São trechos de autores desconhecidos e algumas adaptações minhas).

quarta-feira, 21 de março de 2012

A corrupção

Leitores amigos, compartilhamos uma bela reflexão do pe. João Batista Libânio, sobre o tema da corrupção, segundo a ótica cristã.


Há distância abissal entre o fato da corrupção e a "cultura da corrupção”. Enquanto existirmos, nós, seres humanos, seremos sempre tentados pelos três famosos deuses do dinheiro, do sexo e do poder. E enquanto estivermos nesse vale de contradições da história humana, uns mais, outros menos, todos pecamos. S. Paulo, de modo enfático, conclui, depois de ter traçado o quadro de pecado dos pagãos e dos judeus, símbolos de toda a humanidade, que "todos nós pecamos”. Mas não para aí. Onde este pecado grassou abundantemente, aí também a graça salvadora de Cristo atua ainda mais abundantemente. Todo esse cenário escuro existe em vista de fazer realçar o esplendor do amor salvador de Deus em Jesus Cristo.

Por isso, o fato do pecado, o dado da corrupção nos horrorizam. Sempre houve, sempre haverá. Mas, também sempre está o chamado de Deus à conversão, oferecendo a superabundância da graça.

A situação se degrada quando a corrupção se torna cultura. A cultura dita as regras do procedimento, cria comportamentos padronizados. Permite que as pessoas se entendam entre si. Representa para elas a realidade. Torna-se algo normal, corriqueiro. Oferece significado para a vida da sociedade. Revela a lógica dos procedimentos do corpo social. Ora bem, se a corrupção se transforma em cultura, acontece que todo mundo não a estranha, ninguém se indigna contra ela. Espera-se que todos assim o façam. Colocadas em situação de provocação a ela, as pessoas respondem normalmente deixando-se corromper ou corrompendo outras por meio de suborno, de pistolão, de prestígios alegados.

O mais grave da "cultura da corrupção” se revela na perda do senso ético da sociedade. Ninguém já considera tal comportamento como desviante. Assim desde o menino que está a guardar os automóveis no estacionamento que tenta pressionar as pessoas ameaçando arranhar-lhes o carro até os setores mais graduados da sociedade que se vendem às empreiteiras para elegerem-se e enriquecerem-se. Há diferença de graus. E como? Lá em cima, a corrupção rola em alta escala. Aqui em baixo, são minguados reais. Mas grassa idêntica enfermidade cultural. Prevalece o comportamento geral de que cada um aproveite quanto puder, não importa o meio. Domina a expectativa de enriquecimento rápido e fácil a fim de resolver definitivamente a própria situação econômica.

Em vez da cultura da laboriosidade, do ganho módico, gradativo, poupado, busca-se a riqueza em maior abundância possível, aproveitando todas as situações. Ora, cultura se modifica "culturalmente”. Cabe, portanto, reconstruir o tecido da sociedade a partir de outros comportamentos, outras expectativas, outros valores em duplo movimento. Antes de tudo, trata-se de desestimular a corrupção por todos os meios, punindo simbólica e realmente os corruptos. Em seguida, busca-se criar consciência ética de honestidade, de respeito a si, de dignidade de modo que a corrupção se torne comportamento anômico, anômalo, não reconhecido pela sociedade. Os fautores sentirão vergonha, esconderão o máximo possível, temendo que ela venha à luz. Então se cumprirão as palavras de Jesus: "Todo aquele que faz o mal odeia a luz, com receio de que as suas obras sejam desmascaradas” (Jo 3,20). E na sociedade então acontecerá que "aquele que age segundo a verdade vem à luz para que suas obras sejam manifestadas, já que tinham sido realizadas em Deus” (Jo 3, 21).
Fonte: http://www.adital.org.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=65361

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Ensino religioso "viaja" até a Idade Média

As turmas do 9° ano do Fundamental estudaram, no final da primeira etapa, o tema da Idade Média. Como conclusão da Unidade de Estudos, assistiram os filmes "O nome da rosa" e "Lutero", e apresentaram uma criativa e divertida sala temática a respeito desse tema envolvente e polêmico. Vejam depoimentos dos alunos e algumas fotos da sala temática. 

                                                            *******

A atividade proposta para nós, alunos do 9º ano - tarde, foi assistir a um filme que relata características da Idade Média, tema que está sendo estudado por nós.

O filme apresentado para meu grupo foi "Lutero", no qual pudemos compreender alguns acontecimentos daquela época. A partir dele, deveríamos montar uma sala temática, expondo os aspectos mais importantes daquela época. Logo em seguida, nos reunimos para organização das ideias e a montagem da sala. Tivemos aproximadamente 15 dias para esta preparação.

No dia 16 de junho, chegou o momento tão aguardado. Almofadas para lá, tecidos para cá, um esticando barbante dali, outro segurando daqui, e a tensão e o nervosismo espalhados por todos os lados.
Enfim, sala pronta. Todos em seus devidos lugares e logo iniciamos a apresentação de nosso "museu vivo" para o outro grupo. Queríamos relatar o dualismo que existia na Idade Média, entre bem e mal, entre o bom e o ruim... e, para representar isso, colocamos o céu e inferno. O que era alegre, boas ações, bonito, casais felizes, muitas cores, representava o céu. E tudo aquilo que era julgado ruim pelos medievais foi colocado no inferno, tais como: os hereges, aqueles que cometeram suicídios, as bruxarias, aleijados, demônios... tudo isso em um lugar escuro e mal-assombrado.

Outro momento marcante do filme é o centralismo da Igreja e para representar isso, utilizamos vários objetos representativos no centro, como bíblias, cruzes, cálices, colocados sobre o altar do padre, bem no centro do ambiente. Várias pessoas assistindo à missa, que era celebrada em latim e com o padre de costas para o povo.

Outros aspectos que ficaram subentendidos na sala eram que os aleijados foram excluídos da sociedade, e só quem conseguia fazer a interpretação da Bíblia eram pessoas estudadas.
Foi tão emocionante e prazerosa a montagem da sala, que nem vimos o tempo passar. Assim que a apresentação chegou ao fim, nos perguntamos "mas já acabou?". E infelizmente recebemos a notícia que sim. Ao fim dessa maravilhosa experiência, aprendemos muito! Pois é uma maneira descontraída de estudar conceitos.
Lorena Castro - 9ºD

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Idade Média: conhecida por muitos como idade das trevas. Mas se formos analisar profundamente, nesta época houve momentos de "luz", como por exemplo a busca da salvação, as reformas na Igreja e as grandes descobertas. É sobre isso que nós, alunos do 9º ano, estamos estudando na disciplina de Ensino religioso.

Para aprofundarmos bem este tema, a professora Antônia Malta exibiu o filme "Lutero" para seus alunos, enquanto a professora Aline Pereira exibiu "O Nome da Rosa" - filmes nos quais há uma bela explicação dos acontecimentos da Idade Média.

Após terem assistido aos filmes e os analisado, cada grupo montou uma sala temática com as devidas características e um grupo apresentou para o outro, mostrando conhecimento e um grande trabalho em equipe. Para montar as salas, os alunos do 9º ano usaram e abusaram da criatividade, formando o cenário e os vestuários em belas exibições e ótimas caracterizações. Foi um bom trabalho!

Luiz Adolfo 9ºD

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Um brinde à vida

Um brinde à vida! Um brinde ao aprender!
Essa foi a experiência vivenciada pelos alunos do 9º ano na aula de Ensino Religioso. 


Com o objetivo de refletirmos e de compreender a importância de buscar um sentido para a vida e a responsabilidade de vivê-la bem, os alunos brindaram suas vidas em grande estilo, trazendo momentos marcantes da suas histórias pessoais.


Histórias emocionantes, de superação, de conquistas, de reconhecimento, de ajuda, de sonhos... A emoção tomou conta desse momento tão especial para nossos alunos.


 Essa atividade abre o projeto desenvolvido neste ano: "Sentido para a vida". Junto ao projeto, os alunos confeccionam um diário/álbum da vida que acompanha toda a trajetória escolar vivida nesse ano.

Texto escrito pela prof. Aline Machado para o site do Colégio

terça-feira, 19 de abril de 2011

A crise no Japão inquieta a juventude

Compartilhamos com nossos leitores um interessante artigo, mostrando como uma parcela da juventude japonesa encontrou, nos desafios decorrentes dos últimos terremotos e tsunami, uma re-significação para as suas vidas, por meio da solidariedade e de ações voluntárias, ajudando os seus próximos a reestruturarem suas vidas após a tragédia. Vale a pena ler!

Crise no Japão põe à prova juventude inquieta do país

Geração que cresceu em meio à riqueza e é vista como materialista por mais velhos se volta à solidariedade após terremoto.



No momento em que centenas de milhares de jovens começavam suas vidas profissionais, na semana passada, eles também enfrentavam um Japão transformado e que vai testar uma geração que cresceu em meio à riqueza, mas rejeitada pelos mais velhos, que a veem como materialista.

Tradicionalmente, o início de abril marca a admissão de novas equipes de trabalhadores que assumem a responsabilidade e os valores adultos, vestindo as camisas brancas engomadas que são o uniforme do Japão corporativo. No entanto, eles se viram diante de um panorama tão incerto quanto qualquer outro em suas vidas, com a economia japonesa e o orgulho nacional feridos pelo desastre triplo do terremoto, tsunami e crise nuclear.


Yo Miura esperava entrar para um banco na área de Sendai com um rendimento estável e uma pequena dose de prestígio. Entretanto, sua data de início no banco foi adiada, enquanto o nordeste do Japão luta com a sua reconstrução. "Minha vida mudou completamente", disse ele, sentado no gabinete de recrutamento na Universidade Tohoku, em Sendai. "Antes, minha vida era tranqüila e previsível. Agora, eu não tenho certeza do que o futuro me reserva”.

Enquanto espera por informações de seu empregador, Miura planeja seguir o exemplo de seus amigos e se voluntariar para ajudar as pessoas a reconstruírem suas casas. Miura espera que, ao reparar paredes quebradas e colocar telhas novas em telhados para consertar a vida das pessoas ele consiga dar um significado mais profundo à sua. "Há tantas casas destruídas, eu sinto que posso ajudar", disse ele.

Embora muitos dos japoneses mais velhos tenham rejeitado essa geração, alegando que é muito mimada para estar à altura dos valores tradicionais do país, do autosacrifício e trabalho duro, muitos jovens estão encontrando significado na crise atual.

Agora, alguns graduados que buscavam a vida corporativa encontraram propósito no voluntariado em grupos sem fins lucrativos que levam ajuda a pessoas que perderam tudo. Alguns estudantes foram às ruas para recolher doações para os necessitados. Blogs e sites de redes sociais estão inundados com comentários de jovens que perguntam o que podem fazer para ajudar.



"Antes do terremoto, eu pensava apenas em mim e no que eu poderia fazer para a minha nova empresa", disse Miki Kamiyama, que se formou na Universidade Meiji e começou a trabalhar em uma empresa de cabo na sexta-feira em Yokohama. "Mas agora eu acho que posso fazer mais para toda a sociedade”.

Entre aqueles que sofreram o maior impacto estão as novas contratações da Tokyo Electric Power Company, proprietária da usina nuclear em Fukushima. Antes uma das mais prestigiadas empresas no Japão, a Tokyo Electric se tornou o alvo de raiva e desprezo.

A Tokyo Electric está tão consumida com o fechamento de seus reatores em Fukushima que é improvável que tenha muitos trabalhadores livres para treinar os cerca de 1,1 mil novos funcionários que começariam a trabalhar na semana passada. Mesmo assim, alguns novos funcionários percebem a oportunidade de reparar uma empresa quebrada.

"De certa forma, sinto-me feliz por estar na vanguarda para ajudar as pessoas e a sociedade do Japão", disse um novo funcionário que pediu que seu nome fosse omitido para evitar represálias. "Eu sinto que as pessoas que trabalham para empresas como a Tokyo Electric querem ajudar de alguma forma”.

A grande questão é saber se esses jovens continuarão tão empenhados nas causas depois que a situação se normalizar. A vida em muitas empresas japonesas, especialmente para novos funcionários, pode consumi-los, deixando pouco tempo para dormir, muito menos para atividades voluntárias. Sócios, cônjuges e filhos têm a sua própria necessidade de atenção. E como as identidades das pessoas estão intimamente ligadas aos grupos aos quais fazem parte, a pressão social poderia levá-los naturalmente a seus círculos familiares, companheiros de trabalho ou amigos próximos e da escola.

"Ainda é cedo para saber qual será o impacto do terremoto e do tsunami", disse Hiroshi Sakurai, que ensina sociologia na Escola Internacionais de Estudos Liberais na Universidade Waseda. "Os japoneses estão acostumados a essas coisas".


No entanto, uma minoria de jovens adultos não apenas continua a encontrar sentido no sofrimento que estão vendo a cada dia, mas a oferecer apoio ao Japão. Essa sensação de conexão motivou Keiko Eda, uma voluntária no Peace Winds Japão, uma organização de ajuda humanitária em Tóquio. "Por causa do terremoto, eu acho que muitos jovens estão claramente mudando, incluindo eu mesmo", disse ele. "Eu não reconheço isso como nossa vida normal”.

Fonte:

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Dialogando sobre a tragédia

Vejam, abaixo, a reflexão do prof. Mario Sérgio Cortella sobre a tragédia ocorrida no Rio de Janeiro e como orientar as crianças diante de tal situação.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

A ética do cuidar

A Catequese Familiar tem se tornado, em nossa escola, um ambiente propício para conversarmos com pais e filhos sobre as relações familiares no mundo atual, e como é importante cultivarmos valores e atitudes tais como a cooperação, o diálogo e o companheirismo - e como se faz urgente retomarmos a importância de certas regras e limites que pautam o agir humano em sua vida comunitária. Tais valores podem ser compreendidos num âmbito mais amplo de reflexão: é o campo da ética, desenvolvido tanto nas aulas de Filosofia como no Ensino Religioso.

Partilhamos, abaixo, o texto de Leonardo Boff, teólogo e professor emérito de Ética na UERJ, autor de numerosos livros, entre eles "Saber cuidar".



Etica e moral: que significam?
Face a crise generalizada de ética e de moral, importa resgatar o sentido originário das palavras. Ética e moral é a mesma coisa? É e não é.

1. O significado de ética

Ética é um conjunto de valores e princípios, de inspirações e indicações que valem para todos, pois estão ancorados na nossa própria humanidade. Que significa agir humanamente?

O primeiro princípio do agir humano, chamado por isso de regra de ouro é esse: “não faças ao outro o que não queres que te façam a ti”. Ou positivamente: “faça ao outro o que queres que te façam a ti” Esse princípio áureo pode ser traduzido também pela expressão de Jesus, testemunhada em todas as religiões: “ama o próximo como a ti mesmo”. É o princípio do amor universal e incondicional. Quem não quer ser amado? Quem não quer amar? Alguém quer ser odiado ou se tratado com fria indiferença? Ninguém.

Outro princípio essencial da humanidade é o cuidado. Toda vida precisa de cuidado. Um recém-nascido deixado à sua própria sorte, morre poucas horas após. O cuidado é tão essencial que, se bem observarmos, tudo o que fazemos vem acompanhado de cuidado ou falta de cuidado. Se fazemos com cuidado, tudo pode dar certo e dura mais. Tudo o que amamos, também cuidamos.

A ética do cuidado hoje é fundamental: se não cuidarmos do planeta Terra, ele poderá sofrer um colapso e destruir as condições que permitem o projeto planetário humano. A própria política é o cuidado para com o bem do povo.

Outro princípio reside da solidariedade universal. Se nossos pais não fossem solidários conosco quando nascemos e nos tivessem rejeitado, não estaríamos aqui para falar de tudo isso. Se na sociedade não respeitamos as normas coletivas em solidariedade para com todos, a vida seria impossível. A solidariedade para existir de fato precisa sempre ser solidariedade a partir de baixo, dos últimos e dos que mais sofrem. A solidariedade se manfiesta então como com-paixão. Com-paixão quer dizer, ter a mesma paixão que o outro, alegrar-se com o outro, sofrer com o outro para que nunca se sinta só em seu sofrimento, construir junto algo bom para todos.

Pertence também à humanidade essencialmente a capacidade e a vontade de perdoar. Todos somos falíveis, podemos errar involuntariamente e prejudicar o outro conscientemente. Como gostaríamos de ser perdoados, devemos também nós perdoar. Perdoar significa não deixar que o erro e o ódio tenham a última palavra. Perdoar é conceder uma chance ao outro para que possa refazer as relações boas.

Tais princípios e inspirações formam a ética. Sempre que surge o outro diante de mim, aí surge o imperativo ético de tratá-lo humanamente. Sem tais valores a vida se torna impossível.

Por isso, ethos, donde vem ética, significava para os gregos, a casa. Na casa, cada coisa tem seu lugar e os que nela habitam devem ordenar seus comportamentos para que todos possam se sentir bem. Hoje a casa não é apenas a casa individual de cada pessoa, é também a cidade, o estado e o planeta Terra como casa comum. Eis, pois, o que é a ética. Vejamos agora o que é moral.

2. O significado de moral

A forma concreta como a ética é vivida, depende de cada cultura, que é sempre diferente da outra. Um indígena, um chinês, um africano vivem do seu jeito o amor, o cuidado, a solidariedade e o perdão. Esse jeito diferente chamamos de moral. Ética existe uma só para todos. Moral existem muitas, consoante as maneiras diferentes como os seres humanos organizam a vida. Vamos dar um exemplo. Importante é ter uma casa (ética). O estilo e a maneira de construi-la, pode variar (moral). Pode ser simples, rústica, moderna, colonial, gótica, contanto que seja casa habitável. Assim é com a ética e a moral.

Hoje devemos construir juntos a Casa Comum para que nela todos possam caber, inclusive a natureza. Faz-se mister uma ética comum, um consenso mínimo no qual todos se possam encontrar. E ao mesmo tempo, respeitar as maneiras diferentes como os povos organizam a ética, dando origem às várias morais, vale dizer, os vários modos de organizar a família, de cuidar das pessoas e da natureza, de estabelecer os laços de solidariedade entre todos, os estilos de manifestar o perdão.

A ética e as morais devem servir à vida, à convivência humana e à preservação da Casa Comum, a única que temos que é o Planeta Terra.


Fonte:  http://www.leonardoboff.com/site/vista/outros/etica-e-moral.htm

Bullying

Na próxima semana, dia 12 de abril, o Colégio promove a palestra "Ciberbullying: como lidar com esse comportamento", proferida pelo investigador da Polícia, Márcio Lívio. É uma oportunidade para todos - pais, familiares, alunos, profissionais da educação -  refletirmos sobre esse grave problema da sociedade contemporânea, o bullying, identificando uma de suas facetas: a divulgação de comportamentos ofensivos utilizando-se das mídias e tecnologias atuais.

Como forma de iniciarmos esse debate, convidamos os nossos leitores para assistirem o vídeo a seguir. Quem desejar, expresse suas idéias a respeito nos comentários.

sábado, 2 de abril de 2011

O que é ética?

Nas aulas de Ensino Religioso e de Filosofia, algumas unidades de estudo contemplam o tema da ética e da moralidade. Assistam o vídeo do prof. Mario Sergio Cortela, em que, de modo irreverente e didático, fala sobre esses conceitos e sua importância em nossas vidas.


sexta-feira, 1 de abril de 2011

Espiritualidade ecológica

Compartilhamos com voces o belo texto do padre Libânio, "Espiritualidade ecológica". Quem gostou, comenta!

Somos corpo, alma e espírito. O corpo faz-nos presentes ao mundo. A alma abre-nos o campo dos afetos. Pelo espírito, transcendemos para os horizontes infinitos. A ecologia, ao afetar-nos o corpo, leva-nos a sonhar com um mundo que nos encante com sua beleza. A ecologia, ligada à alma, desperta-nos o cuidado para com todas as coisas que nos cercam e cativam .

E o espírito? As imagens de profundidade e de altura servem-nos para captá-lo na sua densidade. Ele mergulha no mais profundo de nós mesmos e de lá aspira a realidade que nos plenifiquem. O espirito é o que há de mais interior em nós mesmos e lá encontramos o próprio Deus, diz-nos santo Agostinho. Olhamos para o mundo e julgamos por demais superficial o consumismo desvairado. A montanha de coisas não nos cobre o abismo de desejo de sentido, de vida, de amor. Contemplamos, desde essa profundidade, o mundo com outros olhos.

O espirito busca píncaros. O mesmo Agostinho continua. O espírito é o que há de mais sublime em nós. E aí, nessas alturas, encontramos o Espírito de Deus. Mergulhamos no azul do céu em direção a alturas nunca atingidas. A espiritualidade ecológica trabalha com essas dimensões de profundidade e de altura. E é movida pelo desejo de harmonia, de beleza, de contemplação. De novo, a etimologia vem-nos iluminar. O termo desejo (de + sideribus) esconde dentro de si o étimo sidus, sideris, estrela. O desejo fala de estrelas. E elas simbolizam simultaneamente a beleza e a inacessibilidade misteriosa.

Um mínimo toque de mística leva-nos a extasiar-nos em face do céu estrelado. A distância das estrelas impede-nos de possuí-las e estragá-las, como fazemos com a Terra. Permanecem na eterna beleza e pureza de seu mistério. Só atingidas pela contemplação.

J. B. Libanio, sj