Páginas

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Alunos do CSA visitam creche na comunidade Novo Boa Vista


"Eu não acredito em caridade. Eu acredito em solidariedade. Caridade é tão vertical: vai de cima para baixo. Solidariedade é horizontal: respeita a outra pessoa e aprende com o outro. A maioria de nós tem muito o que aprender com as outras pessoas."
Eduardo Galeano

           

Em outubro, fomos convidados pela diretora Aleluia a comemorarmos a Semana das Crianças de um jeito diferente: por meio de um gesto solidário, ela propôs que ajudássemos uma creche em construção no bairro Novo Boa Vista.

Com a inestimável colaboração de Líliam Las Casas e das professoras da Educação Infantil e com a adesão de numerosas famílias e alunos desse segmento, foram arrecadadas centenas de brinquedos, roupas e calçados, em vista desse objetivo.


Na mesma época, motivados pelos debates nas aulas de Ensino Religioso, vários alunos do 9° ano do Ensino Fundamental solicitaram às professoras que os auxiliassem a organizar uma ação solidária junto a algum segmento de nossa cidade: moradores de rua, crianças ou idosos. Os alunos manifestaram claramente que tais debates enriquecem o pensar, ampliam o horizonte dos conhecimentos, mas por si só não bastam: é preciso aliar as teorias aprendidas na sala de aula a uma prática condizente. Apenas falar de solidariedade e de mudanças é insuficiente – é preciso “fazer acontecer”.

E é a esse fazer que damos o nome de cidadania: é a consciência de que não só é possível desejar uma sociedade melhor mas, sobretudo, é possível construir, de fato, essa sociedade que almejamos, um mundo mais justo.

É gratificante constatar que essa consciência vem sendo cultivada nas mentes e corações de nossos alunos, no conjunto da vida escolar. Afinal, a escola se propõe a isso mesmo: ajudar a formar cidadãos, pessoas que nutrem o respeito pela vida, pelo outro, que entendem que o cuidado com o bem comum depende de cada um e de todos.

No decorrer deste ano, tivemos na Plataforma Terráqueos uma ferramenta que mexeu com muitas pessoas no colégio, fazendo-as refletir, partilhar ideias e esforços, tendo como fundamento a compreensão de que “um outro mundo é possível”, um mundo onde as pessoas preservam e cuidam da vida em todas as suas formas: a vida do seu semelhante, a dos animais, a do planeta como um todo. 


A ação dos nossos alunos e seus familiares está, pois, inserida nesse movimento maior. Parafraseando Gandhi, estamos aprendendo a “ser a mudança que desejamos ver no mundo”.

E isso nos conecta diretamente à creche mencionada. Essa creche nasceu do sonho de dona Madalena, uma sexagenária no bairro Novo Boa Vista. Vendo as necessidades das crianças e idosos daquela comunidade, não cruzou os braços. Ao contrário: se pôs em movimento, fez contatos com outros moradores, amigos e conhecidos e, tijolo por tijolo, está construindo um centro de atendimento, onde crianças já são acolhidas durante a tarde, recebendo o acompanhamento de jovens do próprio bairro que ensinam brincadeiras, danças, atividades recreativas. Ainda há muito que fazer: pintura nas paredes, instalações elétricas adequadas, móveis etc. O sonho de dona Madalena é fazer a creche desabrochar, atendendo ainda mais crianças do bairro, e abrindo espaço, também, para os idosos receberem atendimento médico e ocupacional.

O desafio para aqueles que visitaram a comunidade é inspirar nos demais novos gestos solidários e, criativamente, buscar modos eficazes e permanentes de contribuir para a mudança e melhoria dessa realidade.

Mãos à obra!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

CSA Contagem recebe o Selo Escola Solidária 2011



           O Colégio Santo Agostinho foi uma das 7 escolas de Contagem a serem reconhecidas pelo Instituto Faça Parte com o “Selo Escola Solidária” em 2011.
        Este reconhecimento é fruto de uma semente lançada há 10 anos, quando a ONU instituiu o “Ano internacional do voluntariado”, obtendo o apoio e a adesão de 123 países.
      Dessa iniciativa, surgiu no Brasil o Instituto Faça Parte, que visa divulgar e gerir atividades voluntárias e solidárias em nosso país. Nesses 10 anos, o instituto continua promovendo ações em todo o território nacional, mobilizando aproximadamente 20 milhões de pessoas, conforme estimativas do próprio instituto.
           Em 2003 foi criado o Selo Escola Solidária, pelo qual o Instituto identifica e reconhece as escolas que abrem suas portas para a prática do voluntariado, tornando-se, assim, verdadeiros núcleos de cidadania em meio às suas comunidades. Desde a sua criação, o Selo já foi conferido a mais de 20 mil escolas em todo o Brasil, envolvendo as redes particular e pública de ensino.

Alunos voluntários no Centro de Libertação, em Ibirité

               Esta é a terceira vez que o Colégio Santo Agostinho recebe o reconhecimento do Selo Escola Solidária. As outras ocasiões foram em 2005 e 2007. Em 2011, o projeto reconhecido foi o trabalho desenvolvido no Centro de Libertação da Mulher Trabalhadora (CMLT), em Ibirité. Um grupo de 12 alunos e 01 agente de pastoral escolar visita semanalmente o CMLT, desenvolvendo atividades lúdicas, esportivas e pedagógicas com as crianças inscritas no Centro.
               Para Maria Eduarda, uma das alunas que participam desse projeto, “fazer o trabalho voluntário na creche foi uma das melhores coisas que aconteceu comigo até agora, pois ali eu posso ajudar o outro, fazendo-o feliz e me fazendo feliz”. Duda, como é carinhosamente conhecida pelos amigos e colegas na escola, aproveita para contar um pouco da rotina na creche: “na sala onde dou o apoio, as crianças tem entre dois e três anos. Quando chego, percebo o carinho delas por nós, voluntários, por meio dos sorrisos e alegria estampados em seus rostos. Eu ensino tarefas como recortar, pintar, jogos de memória, de montar peças etc. E as crianças me ensinam a sorrir e a entender que não existe diferença entre ninguém”. 
           Outra aluna que tem aproveitado muito a experiência do voluntariado é a Ana Flávia: “o voluntariado é uma experiência diferente e, sinceramente, incrível. Muita gente acha que é apenas chegar na creche e ficar lá com os meninos, mas estão muito enganados. Voluntariado é ser capaz de ver como as crianças sofrem e levar até elas todo o amor, alegria, princípios e carinho. Para mim, é mais que um prazer: é uma recompensa enorme e que me dá muito orgulho”. 
          O voluntariado ajuda a fortalecer os laços de amizade e companheirismo entre aqueles que participam. Segundo Heloísa Ferreira, “a creche representa muito em minha vida, pois nesse ano aquelas crianças me ensinaram muito: cada história compartilhada, cada sorriso, cada abraço, até as lágrimas, nunca serão esquecidas! Estar lá com minhas amigas é o que faz cada visita ser mais especial ainda”!
           E, para aqueles que já acompanham o trabalho há mais tempo, como Amanda Martins, é notável como as crianças cresceram, em todos os aspectos: “Tenho muito orgulho de todas as crianças, cresceram tanto que nem parecem mais os meus "lindos bebezinhos" de fevereiro, mesmo tendo somente 5 anos. Há semanas que é muito difícil, pois algumas vivenciam fortes conflitos familiares. Quando acontece, elas ficam muito sensíveis, choram por tudo, e é aí que percebemos o quão importante somos para elas. Ir à Ibirité simplesmente me anima, é o que me faz querer sempre o melhor para com os outros”!
         Parabenizamos todo o grupo de voluntários que se dedicam semanalmente a organizar, planejar e executar as atividades no Centro de Libertação. Agradecemos a diretora do Centro, Maria Schulze, pela parceria empreendida e pela confiança e apoio que oferece aos alunos do Colégio, assim como a todas as professoras e funcionárias do Centro, cuja dedicação e amizade são imprescindíveis para que esse trabalho continue dando frutos.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Semana da criança no Colégio

Estimada Família,
No Brasil, no dia 12 de outubro, comemora-se o Dia da Criança. O que motivou essa comemoração?
O dia 20 de novembro é a data escolhida pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) para se comemorar o Dia das Crianças. Isso porque, nesse mesmo dia, no ano de 1959, foi oficializada a Declaração dos Direitos da Criança. Esse documento estabelece que todas as crianças do mundo têm o direito à alimentação, amor e educação. Com o passar do tempo, essa motivação inicial foi sendo substituída.

Hoje assistimos a muitas e muitas crianças, de longe, como na Somália, como crianças tão perto de nós, que não têm acesso a esses direitos básicos. Será que podemos, junto com os brinquedos e brincadeiras, retomarmos o real motivo que levou à instituição dessa data?

Nossa proposta é ajudar a D. Madalena, uma líder comunitária de mais de 70 anos. Ela mora próximo ao Ceasa, Rua Uruguai, nº 39, bairro Novo Boa Vista - Contagem / MG, e está construindo, com os próprios recursos e com a ajuda de pessoas da comunidade, carentes como ela, uma creche que já atende a 35 crianças abaixo de 06 anos de idade. São crianças cujos pais precisam trabalhar e que não têm com quem ficar. D. Madalena não cobra nada por isso, mas está precisando de muitas coisas. O Jean (Coordenador do DEPAS) esteve lá para conhecer e atestou a seriedade do trabalho. O local funciona de forma precária. Na Semana das Crianças, cuja programação segue em anexo, iremos arrecadar brinquedos, roupas, livros infantis, vasilhas de plástico e tudo aquilo que pode ser útil para essa comunidade.

Contamos com a participação de todos. Será uma bonita e gratificante forma de comemorarmos essa data!
Aleluia Heringer Lisboa Teixeira
Diretora

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Espetáculo "Disse me disse"



Foi, sem dúvida, uma das coisas mais lindas que aconteceu na escola em 2011. Um espetáculo que mereceu o nome de espetáculo. A estrutura de palco, som, iluminação, cenário e um público de 700 pessoas fizeram jus ao talento dos 90 alunos que compõem os grupos de Teatro, Dança e de Música do Colégio Santo Agostinho - Contagem. O que mais chamou a atenção do público foi a qualidade técnica dos atores, dançarinos e músicos, todos com a idade entre 10 a 15 anos. A intenção de agrupar as três artes foi "ser presente" para a centenária cidade de Contagem e para a escola, que fecha, com esse espetáculo, com chave de ouro, as comemorações dos seus 35 anos.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Encontro com os representantes de turma do Ensino Fundamental II


 No início de setembro aconteceu o 3° encontro de representantes do Ensino Fundamental II. Esse encontro integra uma proposta maior, que é a de contribuir para a formação dos nossos jovens estudantes e inseri-los num projeto de escola em pastoral, a fim de construirmos um ambiente escolar de acolhimento, participação e cidadania.




Utilizando a metodologia de vivências, os jovens puderam partilhar as impressões que têm do universo escolar: aspectos que valorizam e com os quais se identificam, situações que precisam melhorar, sugestões e iniciativas propostas.

O tema debatido no encontro nos ajudou a refletir sobre a realidade dos conflitos: algo que permeia a convivência de todo agrupamento humano. Entendemos que o conflito acontece quando há diversidade de opiniões, de gostos, de expectativas. Dizer que a convivência em grupo (na sala de aula, no colégio etc.) é permeada de conflitos não significa, no entanto, que esses conflitos sejam alvo de divisão ou desunião entre as pessoas. O grande desafio do grupo passa por aprender a ouvir o outro, aprender a dialogar com objetividade. Ou seja, se há opiniões e expectativas diferentes entre as pessoas, o importante é perceber quais valores ou ideias estão sendo defendidos e buscar aquelas que ajudam o grupo a crescer e a alcançar seus objetivos.

Os conflitos, nesse sentido, podem ser fonte de crescimento e amadurecimento das pessoas, assim como fortalecem a caminhada do grupo. Os conflitos só atrapalham quando as pessoas esquecem as ideias e objetivos comuns, e passam a discutir questões pessoais, deixando as vaidades ou inseguranças em relação ao outro interferirem e falarem mais alto.


 O debate com os representantes foi muito oportuno, pois, de fato, há diversos conflitos na lida diária da sala de aula. Conflitos entre os colegas, entre alunos e professores, conflitos entre gerações. A sala de aula é um espaço de convivência entre as pessoas. Mas essa convivência é pautada por um objetivo em comum: fazer os conhecimentos serem partilhados e socializados. Como surge, então, nesse contexto, o conflito? Quando há conversas em demasia, quando falta a colaboração, quando os combinados são “esquecidos”, quando as cobranças vêm de forma ríspida por parte de todos. Isso gera um desgaste, e o ambiente propício para o estudo fica comprometido.

Os estudantes partilharam suas experiências sobre como lidar com os conflitos em sala de aula. Alguns buscaram a criatividade e a linguagem como aliadas: confeccionaram cartazes com pequenas dicas para manter um ambiente organizado na sala de aula. Outros tiveram a oportunidade de participar de uma “assembleia”, em que muitas questões foram debatidas com transparência e sinceridade e, então, surgiram propostas de melhoria assumidas coletivamente. Por fim, diante de alguns resultados aquém do esperado, em algumas salas houve aquela “conversa franca”, hora de repensar o comprometimento e buscar novas posturas. 


 Ouvir o grupo de representantes é, de fato, uma experiência gratificante: suas considerações, críticas e sugestões emergem de um verdadeiro sentimento de pertença ao colégio. Eles se identificam com esse ambiente e desejam contribuir para que a vida escolar seja favorável para o crescimento de todos.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Comunicado da Catequese

Informamos que, na próxima quinta, 15/09, acontecerá o "Espetáculo de Artes Integradas", às 20h, no Colégio. Como vários dos catequizandos participam do espetáculo, não haverá encontro da Catequese, nessa data, para as turmas de quinta-feira. Reforçamos, contudo, o convite para todos participarem desse belo espetáculo, integrando as comemorações dos 35 anos do Colégio. Os encontros voltam a acontecer normalmente a partir da próxima semana.
 
Contando com a compreensão de todos,
Atenciosamente,

Jean Carlos - Coordenação do Depas
(Departamento de Evangelização, Pastoral e Ação social)

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Bullying: Um recado para todos

Rejane Júlia Duarte
Professora do Colégio Santo Agostinho
Contagem


Há algum tempo, os profissionais da educação têm voltado o seu olhar para a presença do bullying no meio escolar e social de seus alunos. O tema deixou de ser abordado apenas em reportagens e matérias jornalísticas e passou a fazer parte das discussões e reflexões em sala de aula.

Como se trata de uma questão séria e complexa, nossa escola não poderia deixar de trazer informações e formação para os seus alunos, que se encontram em constante formação. Assim, a partir dessa ideia, os alunos do 9º ano do ensino fundamental se movimentaram e se organizaram para transmitir sua mensagem a respeito do bullying, que é definido por eles como uma "brincadeira sem graça" ou como uma "agressão ao outro, tanto no aspecto físico quanto psicológico".

A princípio, os alunos assistiram ao filme "Bang, bang: você morreu". Através dessa experiência, eles puderam compreender, de forma esclarecedora, como o bullying funciona e como as consequências, tanto para quem pratica quanto para quem sofre, podem ser comprometedoras. Em seguida, eles se organizaram em grupos para a criação de um vídeo conscientizador. Os vídeos foram exibidos nas salas de aula e alguns foram selecionados para que a mensagem fosse transmitida aos outros colegas.

O que todos nós esperamos, agora, é que este trabalho não seja apenas mais um dentre tantos, mas que ele possa ser repassado a outros alunos e que possa, de alguma maneira, contribuir para a conscientização e reflexão de um número maior de pessoas. Por esse motivo, convidamos você a assisti-los :









http://ct.santoagostinho.com.br/visualizacao_de_noticias/pt-br/ver_noticia/238