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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Desafios do voluntariado


Leia o depoimento e apelo da aluna Lorena Castro sobre o voluntariado no Educandário São José, “Creche D. Madalena”.

“Não sei se todos vocês sabem, mas participamos de um grupo de voluntariado toda quinta feira na creche da “Dona Madalena” no bairro Novo Boa Vista. A cada semana preparamos novas atividades, brincadeiras ou apresentações para fazermos com as crianças.

Nesta quinta, a nossa intenção era fazer um cineminha, com direito a pipoca e refrigerante. Levamos todo o material para passar o filme, o projetor cedido pelo colégio, som e dvds infantis, o milho de pipoca e os refrigerantes. Porém, quando chegamos lá levamos um susto! De aproximadamente 22 crianças no total, hoje tinham apenas 5, isso é uma coisa constante que vem acontecendo, o que nos leva a refletir sobre causas e consequências dessas ausências. E o maior choque de todos, foi quando pedimos a D. Madalena para fazermos a pipoca, ela nos informou que estava sem gás; contudo ela não estava só sem gás porque ele acabou: ela estava sem gás porque o roubaram, juntamente com alguns utensílios de cozinha, como copos, pratos e talheres. Novamente, tivemos que improvisar tudo. O grupo fez uma vaquinha para pagar o gás, e o professor Xyko no ensinou a improvisarmos: aliando conhecimentos da Física, fizemos copos de papel, que serviram muito bem para a partilha e a distribuição dos lanches para as crianças. Improvisamos, também, uma tela, para passar o filme. O que aprendemos com tudo isso: uma equipe unida e criativa consegue superar desafios e obstáculos.

Estamos fazendo um apelo para vocês nos ajudarem com o mínimo que seja. A situação da creche não está das melhores, e sonhamos muito com o bem estar daquelas crianças. Sabemos que não conseguimos abraçar o mundo inteiro, mas contribuindo com a nossa parte, podemos fazer diferença para essas crianças”.

Quem deseja ajudar, entre em contato com o Depas (Departamento de Evangelização, Pastoral e Ação Social) do Colégio Santo Agostinho de Contagem, pelo e-mail: depasct@santoagostinho.com.br ou pelo telefone 2103.0720.








segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Congresso Internacional para Educadores Agostinianos

Vejam o depoimento do Frei Alexandre, que trabalha no Colégio de Belo Horizonte, a respeito do Congresso Internacional para Educadores Agostinianos. Um grupo de educadores brasileiros esteve presente nesse congresso e quem representou o colégio Santo Agostinho de Contagem foi a professora Inez.

Durante os dias 30 de julho a 03 de agosto, aconteceu na cidade de Lima, no Peru, o Congresso Internacional para Educadores e Colégios Agostinianos, com o lema: "Porta de entrada para o Evangelho, Caminho do Reino". Foram intensos dias de formação e trocas de experiências, onde pudemos conhecer outras realidades e outras formas de se viver o carisma agostiniano e anunciar os valores evangélicos nos colégios. O Congresso ainda contou com a presença do Prior Geral Frei Robert Francis Prevost, que abriu o evento com belíssimas palavras a respeito do nosso papel como evangelizadores na educação: “Nossa vida tem que ser modelo, devemos tocar as vidas, os corações”.

Frei Alexandre Escame Pereira, OSA


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Parabéns aos voluntários!



No dia 26 de agosto é comemorado o Dia Nacional do Voluntariado.

O trabalho voluntário é, cada vez mais, uma via de mão dupla: não só generosidade e doação, mas também abertura a novas experiências, oportunidades de aprendizado, prazer de se sentir útil, criação de novos vínculos de pertencimento e afirmação do sentido comunitário. Tudo isso faz dessa prática uma ótima experiência.
Publicamos, abaixo, os depoimentos de Heloísa e Amanda, alunas da 2ª série do Ens. Médio e que participam do voluntariado no Centro de Libertação da Mulher Trabalhadora, em Ibirité. Parabéns a elas e a todos os nossos alunos que se dedicam a essa causa.
Hoje, com todo orgulho posso dizer que é o meu dia ! porqe ser voluntario é sim uma alegria.. é ter uma alegria e um sorriso verdadeiro a cada momento, a cada chegada.. é dizer os MEUS nenens, é escutar cada historia, cada vitoria, cada aco...
ntecimento.. é compartilhar todos os momentos bons, e se preocupar e chorar quando algo nao sai exatamente como voce quis.. é esperar a semana inteira pra ver se eles estao bem, se quando voce chegar na creche se eles estarao la ainda.. é, porque a partir da hora que voce sabe de todas as historias deles, sendo boas ou nao, voce só quer o bem deles acima de qualquer coisa.. e dizer que é deles que esperamos os dias melhores para sempre ! e hoje dia 26/08, é so o dia de lembrar de cada momento nesse 1 ano e meio sendo voluntaria, com muito orgulho sim ! perco minhas tardes de sexta e ganho eternos sorrisos verdadeiros por toda a semana ! brigado aos meus nenens, por cada alegria e por cada dia ao lado de voces, eu amo muuuito cada um que ja passou cmg cada segundo dentro da creche !
(Heloísa Lina)
 
Há três anos aturando essas pestes, há três anos "perdendo" as minhas tardes de sexta/quinta pra tá lá junto com cada um deles, escutando cada detalhe da vida deles, sabendo tudo que aconteceu na novela, simplesmente ouvindo o que eles tem ...

pra dizer. Eu sou a chata, a tia, a que briga com todo mundo, a que conta histórias ou a que faz brincadeiras, eu sou aquela em que eles aprenderam a confiar, eu sou aquela que na hora que eles precisarem estarei lá, porque ser VOLUNTÁRIA é uma honra, é um orgulho.

Parabéns a todos vocês que dedicam seu tempo ao outro, parabéns a você que faz parte desse time. Dia 26 de agosto, FELIZ DIA DO VOLUNTARIADO (:
(Amanda Martins)

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Café com prosa no mês agostiniano



Em 28 de agosto comemora-se o dia de Santo Agostinho e os professores e funcionários do Colégio Santo Agostinho de Contagem estão promovendo o “mês agostiniano”. Uma das atividades mais marcantes desse mês tem sido o “Café com prosa”.

Reunidos ao redor da mesa, partilhamos guloseimas e lanches que trazem consigo as marcas das nossas histórias de vida, da infância, das famílias, dos lugares de onde viemos, conferindo ao intervalo de descanso entre as aulas um gostinho todo especial.

Nesse clima aconchegante, a criatividade e a emoção correm soltas: músicas, poesias, estórias engraçadas, saudades e fotografias compõem o cenário da sala dos professores, além dos aromas e sabores de diferentes lugares de Minas e do Brasil.

E isso nos remete à comunidade de vida que o próprio Agostinho fundou, ao se converter ao cristianismo. Na convivência comunitária, não havia lugar para diferenciações ou hierarquias: “para vocês, sou bispo; mas com vocês, sou irmão”, costumava dizer Agostinho. E assim aconteceu entre nós: não há divisão entre maiores ou menores, mas todos nos sentimos parte de uma só família. Que esse banquete da fraternidade possa ser partilhado a cada dia, então!


(em breve, postaremos mais fotos!)



 

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Catequese Familiar: Uma experiência de conhecimento e testemunho de JESUS




A turma do primeiro ano da catequese familiar encerrou, nesta quarta-feira (28/06/12) o primeiro semestre de encontros. Num clima de confraternização os pais contaram histórias sobre um personagem muito importante para nós: Jesus de Nazaré.

As famílias celebraram um momento de reconciliação, diálogo e projetos. Falando sobre a vida, sobre o dia-a-dia identificamos a presença do amigo Jesus em todos os momentos, percebendo que a sua história se parece muito com a nossa e nos serve como um bom exemplo para caminhar!

No encontro anterior os catequisandos confeccionaram, em grupo, um cartaz que relatava a compreensão que tinham de Jesus e, neste encontro, apresentaram para seus pais o fruto de seu trabalho. Foram aplaudidos pelo empenho e ensinaram muito aos pais e catequista sobre este personagem ilustre em nossas vidas.

Agradecemos os pais e familiares que fizeram conosco este bonito caminho no conhecimento de nossa fé e da pessoa de Jesus. A disposição em participar destes momentos é o motor da catequese familiar e incentivo testemunhal necessário para uma catequese eficiente, afetiva e vivencial, mais que expressão de um conteúdo.














terça-feira, 26 de junho de 2012

Plataforma Animal participa de evento do Grêmio

Um mais um é sempre mais que dois

Rejane Júlia Duarte
(Professora do 8º ano)

No último sábado, o Grêmio Estudantil de nosso colégio promoveu um sábado esportivo para os alunos com direito a festival de açaí. A princípio, o evento seria voltado apenas para os campeonatos, mas, outros alunos, que fazem parte do grupo Plataforma Animal decidiram dar uma força para os alunos e para os animais.

O que um sábado esportivo teria em comum com a causa dos animais? Os integrantes do grupo decidiram doar salgadinhos e refrigerantes para venda. O intuito era arrecadar algum valor para ajudar uma instituição que resgata e ajuda animais abandonados nas ruas.  Bom, cabe ressaltar que o valor arrecadado não foi tão significativo como esperávamos, mas, em contrapartida, esses meninos deram um “show” de organização, empenho, solidariedade e dedicação. Saíram de suas casas no sábado de manhã, prepararam salgadinhos e pães de queijo, levaram copos, refrigerantes, não deixaram que nada faltasse. Também não faltou quem estivesse disposto a ficar o tempo todo ajudando nas vendas.
 
Outro ponto forte dessa ação foi a participação dos familiares. Pais e mães que se dispuseram a preparar os lanches com muito empenho e capricho, sair de casa para levar seus filhos até a escola e, até mesmo, participar do evento, acompanhar de perto tudo o que estava sendo feito. O DEPAS, representado pelo Jean, também foi uma peça chave para nossa organização, desde o início, quando tudo ainda era apenas uma ideia. Tudo isso é a prova de que a Plataforma Animal é um grupo forte e conta com o apoio dos familiares dos integrantes.

Bom, não conseguimos arrecadar tudo o que desejávamos. Doamos tudo o que sobrou para alguns funcionários, pessoas carentes e outras instituições. Mas, valeu a pena sair de casa e encontrar um grupo de adolescentes que já tem uma nova concepção a respeito dos animais. Esses alunos já são cidadãos conscientes e formadores de opinião, engajados em uma causa que ainda precisa de muita ajuda.

Estudantes participam de ação solidária pela Plataforma Animal

Só nos resta agradecer a participação, direta e indireta, de todos aqueles que sentem compaixão pelos animais e querem ajudá-los, da forma como for possível. Também agradecemos aos alunos do Grêmio Estudantil, que nos cederam o espaço no evento, porque acreditaram em nosso grupo.
Obrigada e parabéns a todos!!!!



Membros da Plataforma Animal planejam ações solidárias
Registro de reunião do grupo




quinta-feira, 21 de junho de 2012

Alunos premiados em competição internacional de Matemática



O Concurso “Canguru sem Fronteiras”, que reúne milhões de estudantes em todo o mundo, foi criado por professores australianos e desenvolvido na França. Atualmente, vem sendo aplicado em mais de 50 países e no Brasil este foi o quarto ano de participação. No Colégio Santo Agostinho unidade Contagem participaram 321 alunos do 3º ano do Ensino Fundamental à 3ª serie do Ensino Médio.

A proposta do Concurso Canguru é desenvolver nos estudantes o gosto pela Matemática por meio de problemas interessantes e divertidos (difíceis ou não), sem o caráter competitivo das Olimpíadas. Os problemas são adequados aos vários níveis de escolaridade e, numa boa parte da prova, acessíveis à maioria dos estudantes. As provas são elaboradas por uma equipe internacional de professores de reconhecida experiência na educação da matemática.


Veja a relação de alunos premiados.                                                                    
Davi Barbutti de Lima Baker
OURO
6ºA
Lais Bitencourt Coelho
PRATA
6ºD
Vitor Rodrigues de Oliveira
BRONZE
6ºB
Marcus Vinícius Araújo Peixoto
OURO
4º C
Alvaro Gabriel da Silva Catalan
PRATA
4ºA
Pedro Henrique Alves de Abreu Campos
PRATA
3º D
Luis Eduardo Moreira Las Casas
BRONZE
4º B
Maria Elisa da Silva Campos
BRONZE
4º A
Sofia Siman Salema
BRONZE
4º C
Breno Leone Ferreira Naves
BRONZE
4º C
Marcos Paulo de Almeida Pantiza
BRONZE
2ªA
Francisco Militão de S. Silva
BRONZE
9ºA
Artur Diniz Rocha Macedo
BRONZE
3ªB
Cecilia Siman Salema
BRONZE
8ºD
Luiz Gustavo Lara Batista Amaral
BRONZE
7º C

terça-feira, 12 de junho de 2012

Sempre o amor



Com a chegada do dia dos namorados, a teóloga Maria Clara Bingemer teceu uma bela reflexão teológica sobre a experiência do amor. Vale a pena ler!


Com a proximidade do Dia dos Namorados, é irresistível a tentação de falar sobre o amor. Tema tão eterno quanto desgastado; tão desafiante quanto banalizado; tão indispensável quanto tantas vezes sentido como supérfluo.

No entanto, o amor, mais que qualquer outra palavra ou conceito, sempre está de volta. E o que o faz tão fascinante e capaz de atrair nossa atenção é o fato de que sempre nos escapa. Não conseguimos circunscrevê-lo nem tampouco esgotá-lo, cerceá-lo em uma definição qualquer. E isso porque o amor é maior do que nós.


O amor não é algo que possamos produzir, provocar ou instituir. Acontece para além de nós, antes de nós, sem nosso concurso e mesmo apesar de nós. E tudo transforma: nossa maneira de ver o mundo, de perceber as coisas e as pessoas, de conhecer. De qualquer ângulo a partir do qual olhamos uma coisa ou um evento ou uma pessoa, estamos sempre no centro. Tudo é visto e percebido sob o meu ponto de vista.

No entanto, quando o amor acontece em nossa vida, o "eu” não está mais no centro. O centro é o outro, o bem amado ou bem amada. E o centro nunca mais serei eu, mas sempre ele, ou ela. Na verdade, o amor faz com que de repente nos percebamos no lugar de outro, sentindo com e por ele ou ela. É uma experiência que nos faz sentir-nos habitados por uma presença, como dizia Santo Agostinho, "mais íntima a mim do que eu mesmo”.

A tal ponto isto é verdade que, quando ama, o "eu”, ao querer estar consigo, tem que estar onde o outro bem amado está. Está totalmente descentrado. E neste momento não são apenas seus sentidos, ou sua razão que o ajudam. O "eu” se sente totalmente desamparado justamente porque percebe que nem os sentidos nem a razão o ajudam.

Pensar ou sentir sensorialmente não o ajudam mais nem lhe dão segurança sobre si mesmo. Ao invés, para sentir-se vivo, humano, pleno, o "eu” necessita não exercitar sua capacidade de pensar, mas sentir-se pensado por outro. E também querido, amado por outro. A partir do momento em que experimenta essa alteridade que o constitui como pessoa, percebe-se total e radicalmente modificado em sua percepção do mundo inteiro, de si mesmo e da vida em geral.

Até então autônomo (ou seja, dono de si mesmo), o "eu "passa a ser heterônomo (ou seja: perdido a si mesmo; regido e guiado e determinado pelo outro). É então que os parâmetros se rompem: o da igualdade, o da simetria. A lógica da troca, dos direitos e deveres está estilhaçada, pois o amor tem o poder de inaugurar outra lógica: a lógica da graça e da gratuidade. É, em suma, a lógica do dom.

É apenas quando entra nesta lógica que o ser humano aproxima-se do ponto a partir do qual poderá ser digno deste nome. Pois enquanto o que impera é a lógica da troca, do mérito, dos sentidos despertos, ainda não se entrou naquilo que traz o selo da originalidade e que faz a criatura humana imagem e semelhança do Criador.

Pois o que distingue o Criador senão o fato de que amou primeiro? Quem é Deus senão Aquele que decidiu amar sem razão e em primeiro lugar, antes de qualquer sinal do bem amado de que responderia ou corresponderia a seu infinito amor? Deus ama aquilo que ainda não existe. E o amor cria, faz do nada vida, faz existir. Assim também pelo amor o ser humano de certa forma "cria”, traz o outro à existência. A mais insignificante das criaturas é infinitamente valiosa e única aos olhos do amante, que a faz existir como bem amada, querida e desejada.

Entrar nesta lógica de desequilíbrio e gratuidade é uma ousada aventura. Porém é a única coisa que nos faz verdadeiramente humanos. Pois só aí estaremos refletindo, como um espelho, o Amor infinito que nos amou primeiro e que nos fez existir. Porque existimos, podemos amar, desde que consintamos em entrar na lógica inenarrável e fascinante do amor.

O namoro pode ser, portanto, poderoso e fecundo aprendizado para o verdadeiro amor. Se souber resguardar-se da "liquefação" viscosa que infecta todas as relações hoje em dia, poderá ser um sadio e amplo laboratório para o exercício do dom, da gratuidade, da entrega, do perdão, do serviço e de todas as formas que a humanidade inventou ao longo de sua história.

Pois o maior dom é o próprio amor. E quando este dom acontece, doador e receptor passam a segundo plano. Só fica, resplandecente, o próprio amor que a cada minuto se reinventa e por isso reafirma em alto e bom som que a vida tem a última palavra. 
 
 
IN:   
http://www.adital.org.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=67731