Páginas

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Dias de Vivência

Está em curso, já a algumas décadas, uma mudança na forma de pensar, organizar e conceber o mundo em que vivemos: somos uma grande teia, uma grande rede de relações em que todas as formas de vida interagem e contribuem, bem ou mal, para a vida do seu próximo. 

Essa mudança se reflete no mundo da educação: já não é possível pensar a realidade da escola de modo fragmentado e tampouco acreditar que o conhecimento é algo dado e transmitido no tempo em que dura uma aula. O próprio conhecimento requerido no mundo contemporâneo é dinâmico e abrangente: as habilidades a serem elaboradas dizem respeito não somente ao âmbito intelectual e cognitivo, mas às aprendizagens da convivência humana, do relacionar-se, do conviver. 

Nessa ótica, o Colégio Santo Agostinho apresenta aos seus alunos um interessante programa de atividades denominado "Dia de Vivência Agostiniana", onde partilhamos um outro tipo de saber: a experiência de vida, os sonhos e utopias, os sentimentos que povoam nosso existir humano. 

Nas primeiras semanas de fevereiro, as turmas da 3ª série do Ensino Médio tiveram um agradável encontro no Recanto Santo Agostinho, em Mário Campos, onde puderam partilhar suas expectativas em relação à própria vida, seus projetos e anseios para o ano letivo. 




terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Qual é a sua pegada?


Notícias do Depas

No início de 2012, antes mesmo do retorno às aulas, um grupo de educadores agostinianos do Brasil participou do Congresso de Educadores Agostinianos da América Latina, nos dias 20 a 26 de janeiro, na cidade de Lima, capital do Peru. 

Do Colégio Santo Agostinho de Contagem participaram os professores Leonardo (Técnico de Esportes), Aline (Ensino Religioso) e Jean Carlos (Depas). 
Esse encontro teve como objetivo geral propor um Projeto de Pastoral para os colégios agostinianos da América Latina, buscando os traços comuns da caminhada educativa e pastoral de cada realidade. 

Além dos representantes dos Colégios Santo Agostinho de Contagem, Belo Horizonte e Nova Lima, a delegação brasileira também foi composta por representantes da EPSA - Barreiro (Escola Profissionalizante), e dos colégios e obras sociais do Rio de Janeiro (AIACOM), São Paulo e Goiânia. 

O aprendizado foi constante durante os dias do Congresso: a partilha de experiências, o encontro com as culturas e costumes dos outros povos, suas iniciativas e maneiras de organizar a vida pastoral dos colégios. Outros fatores enriqueceram ainda mais a viagem da delegação brasileira: os passeios por locais históricos dos povos incas e pré-colombianos, a ida ao Museu da Nação, a beleza litorânea de Lima. 

A alegria e a amizade entre os diversos representantes dos países latino americanos foi marcante desde o início do Congresso. Nós, brasileiros, deixamos, com certeza, a marca da simpatia, bom humor e companheirismo para "nuestros hermanos". 
Integrantes da delegação brasileira no Congresso da OALA

Um curioso teste de fraternidade


Numa aula do quarto ano, o professor pediu que os alunos fizessem uma lista das pessoas das quais não gostavam naquela sala...

Depois do tempo estabelecido, mandou recolher os papéis para apurar os resultados: houve quem escrevesse em sua lista o nome de apenas uma ou um colega; alguns, porém, anotaram dois, três ou mais... Houve um menino que escreveu os nomes de doze colegas, numa sala de vinte alunos!

O professor já estava bastante arrasado, enquanto abria as folhas com o "voto secreto". De repente, veio uma surpresa agradável: apareceu uma folha em branco. O dono ou dona daquela folha não encontrou ninguém na sala de quem não gostasse!

- De quem é esta única folha em branco? - perguntou o professor.

Um pouco a contragosto, uma linda menina de catorze anos levantou o braço...

O professor releu mais uma vez os nomes de todas as listas e verificou, com alegria que a única menina que não pusera ninguém na lista não estava, tampouco, na lista de ninguém.

Donde se vê que o segredo para ser amado é sempre o mesmo: AMAR!


terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Tecendo o cenário para 2012



Oi, pessoal,

depois de um breve e gostoso período de descanso, voltamos à ativa!


Reinauguramos o blog em 2012 com um belo texto da Aleluia, "Tecendo o cenário para 2012", onde a nossa diretora partilha algumas idéias e iniciativas que irão inspirar a caminhada do nosso colégio ao longo do ano letivo. 

Em breve, novos textos, fotos, notícias e idéias  vão aparecer no Blog. Continuem ligados!

                                                                     ********



Para esta primeira Palavra da Diretora de 2012, pretendo abarcar quatro pontos que considero essenciais para a nossa caminhada. Digo, antes de tudo, que a escola - como Casa de Educação - não pode se omitir diante da responsabilidade de ser referência na comunidade. É esperada de nós uma contribuição social. Este é um primeiro ponto que se assenta em cima da pergunta: qual "pegada" acadêmica, ética, moral, existencial e ecológica, a escola deixará na vida daqueles que por ela passam? Ora, sendo a escola um lugar de conhecimento, crescimento, intervenção e transformação, essas pessoas deveriam sair melhores, não? Daí a busca da excelência, compreendida aqui no seu sentido alargado, da "expansão de si mesmo"; e no sentido de autossuperação. Almejamos ser melhor em todas as instâncias de nossa vida e não somente na acadêmica. Podemos pensar de forma tão reduzida que bastaria continuar olhando para o próprio umbigo. Ou, então, podemos buscar razões maiores para a nossa existência. Este é um segundo ponto que destaco - estamos inseridos em algo muito maior.


Nossa proposta é incluir e dar relevo ao outro (as pessoas ou "animais humanos", não humanos e o meio ambiente) em nosso campo de visão. Assim fazendo, buscamos ativar o sentimento de compaixão adormecido em nós, refinar nosso senso de justiça e dar abrangência e fôlego para nossa indignação para algo não mais autorreferenciado ou centrado em nós mesmos.

A ação é um terceiro ponto. Os valores e a moral são aprendidos e se internalizam por meio de sua vivência repetida. Ou seja, é necessário que nossos alunos percebam, escutem, vejam e sintam aquilo que os adultos estão dizendo que é valor. Estamos falando de ações que ganham espaço no cotidiano; discreta como no diálogo com uma criança que não quer repartir o brinquedo; firme quando não compactua com a mentira e que é respeitosa ao escrever cartas para a prefeita.




O quarto e último ponto é ampliação disso tudo. A ação pessoal e local tem repercussões em escala mundial. Identifico nos escritos de ambientalistas ou em relatórios emitidos pela ONU, UNESCO, FAO, dentre outros, uma nova percepção da realidade com profundas implicações não apenas para a ciência, mas também para as atividades comerciais, a política, a saúde, a educação e a vida cotidiana. Anuncia-se em todos os fóruns mundiais a necessidade de mudança - palavra tantas vezes repetida! Há também um reconhecimento dentro do meio científico de que essa mudança é, primeiramente, de percepção, de pensamento e de estilo de vida. Para Koffi Anan (Ex Sec. Geral das Nações Unidas), o problema central da humanidade não está no terrorismo, mas nas mudanças climáticas e na insustentabilidade dos padrões de produção e consumo. Segundo ele, "nós já ultrapassamos aquilo que a biosfera é capaz de repor".


Como então podemos lidar com esse cenário que está posto e sentido por nós? A escola tem duas opções: ser a última a acordar ou trazer para o seu interior as primícias dessas ideias. Daí o conhecimento acadêmico, aquilo que é tratado no interior das disciplinas, ser um meio para abordarmos as grandes questões, quais sejam: recursos hídricos, matriz energética, resíduos sólidos e distribuição de alimentos. É nesse mundo, com essas condições que nossos alunos serão desafiados, nas mais diferentes áreas do conhecimento, a darem respostas. Aqui entra, como nunca, a escola. Ouviremos falar disso tudo em 2012! Contamos com o pouco e o muito que cada um pode dar.


Abraço fraterno.


Aleluia Heringer Lisboa
Diretora Unidade

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Dias melhores para os nossos companheiros


Nos últimos dias, a comoção e a indignação tomaram conta de milhares de pessoas do Brasil. Tais sentimentos ficaram visíveis através dos comentários publicados a todo instante em redes sociais, como o facebook e o twitter. O motivo de tudo isso: a divulgação de um vídeo em que uma mulher espanca um pequeno cachorro até a morte.

As cenas divulgadas são tão fortes e cruéis, que os internautas decidiram se unir na esperança de que haja, de fato, uma penalização mais séria para a agressora. Qualquer um, que tenha o mínimo de carinho e amor por animais, se sentiu afrontado com tamanha violência. Isso, sem considerar uma outra questão ainda mais delicada, aquela que se refere à uma criança de apenas três anos que assistiu a tudo. Se nós, que não estávamos lá, sentimos o peso da ação, imaginem como se sentiu a criança que foi obrigada a presenciar tudo? Realmente, trata-se de algo muito sério mesmo. Não tenho a mínima ideia de como me posicionar diante de tal barbárie.

Entretanto, o que quero ressaltar é a repercussão do caso e o que ele pode acarretar. É possível encontrar comentários de pessoas que se posicionam de diferentes formas, há aquelas que são mais radicais e aquelas que se mostram um pouco mais contidas. O que há de comum entre todas essas pessoas é o amor pelos animais. ONG´s e grupos de apoio têm se mostrado presentes e preocupados, as notícias são atualizadas constantemente e todos querem que a justiça atue de forma efetiva. Com toda essa mobilização, o que se destaca é o desejo de que algo mude na mentalidade das pessoas, a necessidade de ajudar os animais está mais aguçada. Além disso, o desejo de proteger os animais se expandiu através dos dizeres daqueles que tem uma visão ainda mais ampla.

Como dito em um dos comentários disponibilizados no facebook, esse caso não é o único, nem o último e nem o primeiro. Por trás dele, existem outros milhares. Basta ver a quantidade de animais abandonados pelas ruas, o que também é uma forma de agressão. E os cachorros não são os únicos animais submetidos à agressão. Precisamos repensar o nosso infeliz costume de matar brutalmente milhares de animais para o nosso consumo.


Por tudo isso, creio que a atenção dada a esse caso serviu para nos mostrar que algo está errado e precisa mudar. Não acredito em uma mudança repentina. Acredito em uma luz no fim do túnel. Espero que possamos agir mais em prol dos animais, para que mais pessoas compreendam que os cachorros, os gatinhos, os passarinhos, bois, papagaios, periquitos, etc não são brinquedinhos que enfeitam a nossa casa. Não!!! São seres que merecem o nosso respeito e a nossa admiração. Todos eles ocupam um lugar e um papel essencial para a vida, por isso merecem nosso cuidado e a liberdade.

Assim como os milhares de internautas que se posicionaram, também fiquei triste e chocada com o que houve. Mas, tenho a esperança de que esse caso possa fazer muita gente repensar a sua relação com os animais, que as crianças possam ser educadas com uma concepção diferente. Também tenho a esperança de que as leis de proteção sejam aplicadas com rigor, pois precisamos desse respaldo.

Acredito, e quero muito continuar a acreditar, que se um único caso foi capaz de indignar tanta gente, já é a hora de nos organizarmos para propiciarmos dias melhores para os animais, pois esse, como já dito, não é, ainda, o único caso de agressão. Se nossos animais estiverem felizes, nós também nos tornaremos seres mais felizes. Enquanto eles sofrerem, nós, que não conseguimos nos manter alheios, continuaremos a sofrer.

Rejane Júlia Duarte
Professora de Língua Portuguesa
CSA-Contagem

http://www.plataformaterraqueos.org.br/visualizacao-de-opiniao/pt-br/ler/183/dias-melhores-para-os-nossos-companheiros