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quinta-feira, 4 de julho de 2013

Notícias da Catequese

 
Em função dos dois últimos jogos da Copa das Confederações em Belo Horizonte, tivemos que desmarcar os encontros das respectivas quartas-feiras. Comunicamos, portanto, que os encontros das turmas da segunda-feira e quarta-feira já se encerraram. Retomamos nossas atividades em agosto, quando serão divulgados os novos calendários. Aqueles que celebrarão sua Primeira Comunhão, já podem se agendar: ela está marcada para o dia 28 de setembro, às 10h da manhã, na Paróquia Santo Agostinho, rua Marte, nº 205.
 
 

Comissão de alunos representa o Colégio Santo Agostinho na Jornada Mundial da Juventude

 Em 2013 acontecerão dois eventos importantes destinados à juventude: a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e o Encontro da Juventude Agostiniana (EJA), no Rio de Janeiro e em São Paulo, respectivamente.

A história da Jornada Mundial da Juventude teve início com o Papa João Paulo II, que vislumbrou, ainda na década de 80, um grande encontro que reunisse a juventude do mundo todo, partilhando e vivenciando, a seu modo, a fé e o dinamismo da vida cristã. Desde então, a cada 4 anos esse encontro se renova, congregando jovens de diferentes nações que testemunham e amadurecem sua fé em Deus por meio da Igreja.

Inspirada nessas Jornadas, os agostinianos, presentes em todos os continentes do mundo, convidaram os jovens que participam de seus colégios, obras sociais, paróquias e diversas outras atividades a partilharem suas experiências, em vista de fortalecer sua fé e comungar sua identidade cristã e agostiniana. Daí nasceu o Encontro da Juventude Agostiniana.

Embora nascido no seio da Igreja Católica, a Jornada Mundial da Juventude se propõe a ser um encontro com todas “as juventudes” do mundo, em sua diversidade de crenças, culturas, modos de viver e se expressar.

Os três colégios agostinianos de Minas (Contagem, Belo Horizonte, Nova Lima) formaram uma comissão de professores e alunos que nos representarão nesses eventos. Em Contagem, os nossos representantes são Cecília Siman e Marina Fraga, do 9º ano D (tarde), e Maria Eduarda Martins (1º C), Lucas Nery (2º A), Ana Beatriz Francione (2ºB) e Letícia Rabelo, Luana Carolina e Lorena Castro (do 2º C). Os professores que acompanharão os estudantes serão Antônia Augusta (Depas), Maicon Chaves (Ensino Religioso), Kátia Adriana (Ensino Religioso) e Teresa Fabíola (Língua Espanhola).

Os nossos participantes levarão um pouco do “rosto agostiniano” de Contagem, ao mesmo tempo em que testemunharão as experiências de jovens do mundo todo. Com certeza, trarão muitas lembranças e momentos marcantes em suas bagagens, ao retornarem desses eventos.
 
 
 
 

terça-feira, 25 de junho de 2013

Ato cívico movimenta o Colégio Santo Agostinho


As vozes nas ruas ecoam pelo Brasil afora! Num movimento inesperado, a juventude brasileira uniu-se para manifestar o senso de cidadania e sentimento de pertença a um país que muito tem a melhorar.

Se, inicialmente, esse movimento nasceu da reivindicação por um transporte público decente e acessível, outras vozes foram se unindo em coro, pedindo por mais e melhor educação, saúde, ética na política. Como em toda realidade humana, há luzes e sombras nesses movimentos: vimos também, nas ruas, atos de violência e oportunismo, com os quais não coadunamos.


 Nessa conjuntura, entendemos que não somos meros espectadores. Também temos uma voz a manifestar. O ambiente educativo pretende ser essencialmente formativo e, portanto, não queremos nos silenciar nesse momento; ao contrário, aproveitá-lo como uma oportunidade de reflexão e expressão dos nossos anseios cívicos. Assim, no dia 25/06, organizamos o Ato Cívico em nosso Colégio, com o intuito de auxiliar os alunos e funcionários nessa reflexão, manifestando suas “bandeiras” e as causas que defendem.

 Esse Ato ficou marcado por um tom reflexivo, mas também descontraído e criativo: os alunos se manifestaram por meio de cartazes, cantos e breves discursos. Foi uma autêntica oportunidade de partilha e comunhão de ideias, respeitando a diversidade de opiniões e mostrando que podemos conviver em unidade, num ambiente tão plural como são a escola e o país. O Ato Cívico enraizou nos corações e mentes de nossa comunidade educativa o senso de pertença: somos uma só nação e, unidos, podemos fazer com que ela seja cada vez mais um lugar melhor para se viver.
 
 

 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Palestra do Projeto Semente aborda o tema da prevenção às drogas.




No dia 05 de junho aconteceu a 3ª palestra do Projeto Semente. Contamos com a presença do prof. Amadeu Roselli, psicólogo, biomédico e membro do Instituto de Farmacologia da UFMG, que refletiu o tema: “Álcool, drogas e outras substâncias: prevenir ainda é o melhor remédio”.

Com uma plateia composta de pais e mães de nossos alunos, já no início de sua fala o prof. Amadeu preveniu a todos, dizendo que sua reflexão poderia ser polêmica e até mesmo desagradar algumas expectativas em relação ao tema. Ao final do encontro, no entanto, os pais demonstraram o quanto foi proveitoso o seu diálogo com eles, sem apontar respostas ou fórmulas prontas, mas despertando a capacidade crítica e a reflexão de todos os presentes.

O prof. Amadeu organizou seu discurso a partir de 3 tópicos: passado/presente/futuro. Mostrou que, desde tempos remotos, nossos ancestrais utilizavam, em seus hábitos alimentares, substâncias que produziam efeitos diversos em sua consciência: euforia, agitação, sonolência, calma, agressividade...

Quanto à perspectiva presente, a complexidade evidenciou-se nos diversos aspectos que compõem o tema: políticas públicas educacionais e de saúde, equívocos nas campanhas e projetos governamentais, o problema da criminalidade e a atual questão da liberação de algumas substâncias. O professor Amadeu desenvolveu o tema com muita clareza, em nenhum momento “ficou em cima do muro”. Para ele, mesmo nos tempos remotos, as drogas sempre trouxeram prejuízos para a vida dos indivíduos, e a comunidade sempre buscou estratégias de contenção do seu uso.

As perspectivas futuras passam, inevitavelmente, pela educação e pela construção das relações familiares. Esse foi um dos pontos mais marcantes do encontro: é preciso promover os valores éticos, valorizar as relações familiares, ajudar os adolescentes e jovens a crescerem num ambiente em que eles se sintam seguros, auxiliá-los na construção da autoestima e apreço pela própria vida. E também cabe à família, junto com a escola, estabelecer limites claros, que orientem os jovens em suas escolhas. E isso exige de todos, muito diálogo, perseverança, zelo e partilha de experiências.

O próximo encontro do Projeto Semente será no dia 20 de junho, às 19h e terá como tema: “Infância, adolescência e sexualidade: o que é precoce?”, com a presença da psicóloga e orientadora educacional Andréia Borges. Agendem!

terça-feira, 28 de maio de 2013

Os Guardiões da Infância



As infâncias devem ser ditas no plural, pois as crianças são várias: abandonadas; moradoras de condomínios de luxo; trabalhadoras; filhas dos consumidores de crack; da classe média urbana ou rural, para citar apenas algumas. Percebe-se que, sociologicamente e antropologicamente falando, não há como estabelecer um período fixo que contemple todas elas, pois temos infâncias tanto encurtadas quanto estendidas. Dada esta complexidade conceitual, faço um recorte para um tipo de experiência de infância, devido à globalização, que pode ser identificada em vários contextos sociais. Infelizmente são infâncias adulteradas e encurtadas, exatamente por aqueles que deveriam ser os seus maiores guardiões; os adultos.

Chamo de “roubar a infância” a ação de se retirar da criança o direito àquilo que lhe é mais adequado e pertinente, e de antecipar e disponibilizar aquilo que não lhe é próprio. “Adultizamos a criança” quando, de forma relapsa e descuidada, a expomos a estímulos que ainda não conseguem entender ou diferenciar. A erotização infantil, por exemplo. Diversas vezes crianças têm acesso a exibição de novelas, seriados, revistas, filmes ou Big Brothers. Elas não estão sozinhas, fazem companhias “silenciosas” aos pais ou às assistentes domésticas. Como parecem estar distraídas, acreditamos que não estão assistindo ou que não estão entendendo. Grande engano! Elas estão ali absorvendo um modo de ser, de viver, de falar, de agir. Observam, sem nenhuma mediação, que gritar, matar, roubar, consumir, trair, desrespeitar os pais ou os mais velhos, são meios para se dar bem na vida. Estão “sorvendo”, na cultura, um modo de ser e, como aprendem pela imitação, logo estarão replicando aquilo que veem.

E as festas infantis? Não há ocasião melhor para se observar a distorção. Nada é apropriado para o sujeito-criança. Ao contrário, todo o ambiente e o evento estão voltados para o sujeito-adulto. O tipo e a altura da música, o excesso de estímulos visuais, auditivos, degustativos, a superficialidade, o excesso de “amigos”, os animadores contratados para não deixar criança nenhuma ficar parada e a farta alimentação de baixa qualidade nutricional. É uma festa!

O pior é que virou competição. A festa do filho tem que ser melhor que a do amigo. No final há uma ressaca geral de todos os envolvidos e muitas contas para pagar. E a criança, que aprende pela imitação, entenderá que ser feliz é ter tudo em excesso, que música tem que ser alta e que brincadeira boa tem que sempre ter: quem vai ganhar, menino ou menina?

Chamo a atenção para as meninas, parte frágil e mais vulnerável, pois a elas se destina todo o aparato de sedução da indústria da moda. Disponibilizamos, então, de forma abusiva, a maquiagem, os esmaltes e as roupas de mulheres adultas. Quantas meninas abaixo de cinco anos já frequentam “salões de beleza” junto com as mães? Será mesmo que é ali que elas deveriam estar? Mais uma vez, por imitação, estão entendendo que, para os adultos a sua volta, o corpo, a aparência, o estar na moda, são valores a serem perseguidos. Na adolescência e na juventude, como bons aprendizes, estas crianças irão aplicar todos estes valores que ao longo dos anos aprenderam junto daqueles que os amam.

Por fim, considero que a escola, como uma das guardiãs da infância, também tem sido falha ao permitir que a pressão do “mercado” e da corrida rumo à universidade faça da Educação Infantil ou do Ensino Fundamental um verdadeiro matadouro de infância. Qual a real necessidade de crianças de quatro ou cinco anos saberem ler e escrever? Como defensores da infância precisamos, de fato, é nos perguntar se nossas crianças estão tendo acesso a bons espaços para brincar, se estão usufruindo de ambientes interessantes e inteligentes, se estão tendo espaço para o jogo simbólico, para a fantasia, se estão mantendo contato com a terra, se convivem com a natureza, se fazem piquenique, vão ao parque, brincam de fazer “cabaninha” e se no momento de dormir, ainda têm o privilégio de ouvir, do pai ou da mãe, a mesma estória pela milésima vez e, por fim, fazerem juntos uma oração. Com bom senso, considero que podemos retomar as rédeas desse processo e nos posicionarmos como verdadeiros filtros e guardiões desse tempo único chamado infância.



Aleluia Heringer Lisboa Teixeira
Diretora - Colégio Santo Agostinho
Unidade Contagem

Voluntários auxiliam alunos da EJA nas inscrições para o ENEM.




O período de inscrições para o ENEM 2013 já está aí, e um misto de ansiedade e empolgação vai tomando conta dos corações e mentes de todos os estudantes que irão participar desse exame. Afinal, é um momento significativo: tempo de colher os frutos dos esforços acumulados nos últimos anos, rever os próprios conhecimentos, deixar os sonhos e expectativas falarem alto, pensar num futuro promissor, no ingresso a um curso superior...

Nos dias 21 e 22 de maio, alguns alunos do Ensino Médio e do 9º ano D do Colégio Santo Agostinho realizaram uma atividade voluntária muito relevante: auxiliaram seus colegas da Escola Frei Carlos Vicuña (EJA) a efetuarem suas inscrições para o ENEM.

A importância dessa atividade reside no fato de muitos alunos da EJA já serem adultos ou por algum tempo interromperam seus estudos. E a decisão de voltar a estudar, em meio aos outros compromissos da vida (trabalho, filhos, despesas) lhes exige perseverança e redobrada dedicação. Vários desses alunos estão, junto com os estudos, vivenciando a nova realidade do universo educacional: a informatização, as multimídias e as possibilidades que a internet oferece como ferramenta para adquirir novos conhecimentos. Esses alunos experimentam, assim, o que se costuma denominar inclusão digital: estão se familiarizando com essas ferramentas, aprendendo a utilizar suas potencialidades, superando os estranhamentos iniciais.

Assim, a contribuição dos voluntários foi valorosa: uma verdadeira troca de experiências, pautada não apenas no manejo com os computadores, mas também uma troca de conversas, de histórias de vida partilhadas, de sentarem lado a lado e se acolherem mutuamente. 





Palestra do Projeto Semente: TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade)



No dia 23 de maio, em seu Projeto Semente, o Colégio Santo Agostinho recebeu a presença da dra. Margaret do Couto Pires, que debateu o tema com familiares e o grupo de professores presentes ao evento. A palestrante apresentou duas correntes diferentes sobre o mesmo assunto, a anglo-saxônica e a francesa. Foi um momento rico e de troca de experiências. A 1ª corrente, cuja abordagem é muito forte também no Brasil, acentua o transtorno como um fenômeno biológico-neurológico. Cerca de 9% das crianças americanas em idade escolar foram diagnosticadas como portadoras desse transtorno. Nessa abordagem, a utilização de medicamentos (tais como a ritalina ou concerta) é preponderante.

Já a abordagem francesa acentua as causas psicossociais e situacionais: a preferência não é pelo uso de medicamentos, mas as condições em que a criança vive: seu contexto social, afetivo, cultural e até nutricional. A taxa de crianças diagnosticadas em idade escolar com TDAH na França se aproxima de 1%. O tratamento, na maioria dos casos, passa por um acompanhamento psicoterápico e aconselhamento familiar. Segundo o artigo “Por que as crianças francesas não têm déficit de atenção”, de autoria da dra. Marilyn Wedge, “os pais franceses tem uma filosofia diferente de disciplina. Limites aplicados de forma coerente, na visão francesa, fazem as crianças se sentirem seguras e protegidas”. [1]

Mas como diferenciar esse transtorno de um comportamento que, muitas vezes, pode ser considerado como algo “normal” ou comum nessa idade? Bem, é preciso estar muito atento e, na condição de pais ou responsáveis, perceber a intensidade, a frequência e os excessos desse tipo de comportamento. Aí, somente um acompanhamento médico poderá orientar e definir se é mesmo um transtorno ou um comportamento passageiro.

No ciclo de palestras do Projeto Semente o prof. Amadeu Rosseli, da UFMG, debaterá o tema: “Prevenção do uso de drogas, álcool e outras substâncias – prevenir e dialogar: ainda o melhor remédio”! Essa palestra acontecerá no dia 05 de maio, quarta-feira, às 19h no auditório do colégio. Agendem!




[1] Cf. em: http://equilibrando.me/2013/05/16/por-que-as-criancas-francesas-nao-tem-deficit-de-atencao/

terça-feira, 9 de abril de 2013

Celebração da Páscoa no Colégio Santo Agostinho



Fazer de cada encontro uma oportunidade...

O senso de pertença à comunidade foi a tônica da celebração pascal do Colégio Santo Agostinho, realizada no dia 04 de abril. Ali, toda a comunidade educativa esteve representada: direção, funcionários e professores, alunos, seus familiares e amigos. Contudo, unidos na mesma fé, comungamos um sentimento comum – o de formarmos uma só família, unida ao redor da mesa eucarística. Essa mesa fala da igualdade, ecoando os dizeres de Santo Agostinho: “Para vocês, sou bispo; com vocês, sou cristão”.

E essa igualdade se torna autêntica quando multiplica gestos fraternos. No texto bíblico, vimos que, no caminho para Emaús, dois discípulos vivenciam a experiência do encontro com o outro. E esse encontro se apresenta como uma oportunidade única – de acolher, dialogar, abraçar, perdoar, melhorar, compreender... Enfim, de dar um significado pascal à própria vida. Tal como os discípulos, a celebração eucarística nos proporcionou o encontro com o Cristo Ressuscitado, que nos convidou a abrirmos os corações ao mistério da Páscoa: “eis que faço novas todas as coisas”.

Que possamos fazer coro a esses discípulos e dizer: “Fica conosco, Senhor” – e cada encontro com as pessoas será uma oportunidade de ver sua presença em nossas vidas – acolhendo, escutando, compreendendo, dialogando...