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segunda-feira, 2 de junho de 2014

Encerramento da Catequese - 1º semestre de 2014



Catequese encerra o primeiro semestre com muita vida, estudo e crescimento

“Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós,”

               O DEPAS encerra o 1º semestre/2014 da Catequese após período rico no qual catequistas, catequizandos e famílias puderam, através dos encontros semanais, vivenciar momentos de oração e crescimento humano.
               Temas como: “Introdução à leitura bíblica”, “Tempo litúrgico”, “Igreja povo de Deus”, “Jesus, um homem de oração” e muitos outros, foram objetos de provocantes reflexões que envolveram todos e proporcionaram profundos debates e momentos de oração, sempre com o olhar e o coração voltados para Deus e para a realidade concreta em que cada um vive. Um dos momentos marcantes, destinado ao grupo de veteranos, foram os encontros destinados à celebração da Páscoa e Ressurreição de Jesus. Buscando as origens judaicas dessa celebração, pudemos compreender melhor a própria páscoa cristã como um tempo de renovação, esperança e fé – afinal, na Páscoa sentimos ainda mais que “Deus está no meio de nós”!
               A catequese do Colégio Santo Agostinho tem como proposta contribuir para o processo de iniciação da fé e espiritualidade das crianças, bem como contribuir para o amadurecimento daqueles que já há algum tempo fazem experiência do seguimento de Jesus.
               Por isso a proposta da catequese é “Catequese Familiar”, ou seja, o caminho trilhado é o caminho da fé experimentada/fé partilhada.  Pais e filhos juntos alimentando o ser família, ser igreja, ser cristão.
                               
Wanderley Avelar – Agente de Pastoral

Um dia dedicado aos animais



Os alunos do oitavo ano, voluntários da Plataforma Animal, tiveram um dia especial nessa última quinta-feira, 22 de maio. Eles saíram do Colégio para visitar os animais abrigados na instituição Cão Viver.
A manhã e a tarde foram dedicadas a uma atividade muito especial: dar amor e carinho a cerca de 150 animais, entre cães e gatos, que estão acolhidos à espera de uma família que deseje adotá-los.



Lá, eles foram recebidos pela Denise, uma das fundadoras do projeto. E foi ela quem explicou aos alunos como tudo começou e como a instituição funciona. Como se trata de uma ONG, a Cão Viver sobrevive graças à ajuda dos voluntários e às doações feitas.
Os cães e gatos que chegam lá, na maioria das vezes vítimas de maus-tratos, são tratados, vacinados, vermifugados e castrados. Depois de todo esse processo e muito carinho, eles passam a viver na instituição e ganham um tratamento muito digno, com direito à visita de alunos de várias escolas de Belo horizonte e Contagem.





A visita da Plataforma Animal não poderia ser diferente. Cerca de 40 alunos, acompanhados pelos professores Tiago, Rejane e pelo Jean (DEPAS), passaram pela Cão Viver e puderam conhecer um pouco mais da triste realidade dos animais,  além de distribuir muito carinho a esses seres tão inocentes e amados.

Rejane Júlia - professora de Língua Portuguesa




sexta-feira, 23 de maio de 2014

Mesa redonda: 50 anos do golpe civil-militar

O estudo da história é algo fascinante: possibilita-nos conhecer épocas, culturas e valores cultivados por nossos antepassados e fatos que, de certo modo, permanecem influentes no tempo presente. Toda linguagem social herda elementos do passado: vocabulário, vestimentas, alimentos, modos de expressão dos costumes e tradições de um povo.

Uma oportunidade única, além do estudo, é poder ouvir o testemunho de pessoas que vivenciaram, pessoalmente, episódios marcantes da vida de um povo.

Os alunos da 3ª série do Ensino Médio desfrutaram dessa oportunidade: no dia 20 de maio, o Colégio Santo Agostinho recebeu os professores Apolo Heringer e Irles Carvalho, que atuaram em grupos de resistência à ditadura civil-militar que se instaurou no Brasil há 50 anos. Esse encontro integrou o projeto elaborado pelos professores de História e Língua Portuguesa, antecedido por leituras e estudos em sala de aula e pelo documentário "Duas histórias", que narra a história de Irles de Carvalho (e de Marco Meyer, que não pôde estar presente no debate), suas lutas, exílio e retorno ao Brasil. Um debate esclarecedor, rico em reflexões sobre o contexto histórico e social daquela época e cativante, por se tratar de histórias de vidas, sonhos e perdas, esperanças e sofrimentos que esses personagens experimentaram com intensidade em suas próprias biografias.

O estudo e a escuta desses testemunhos históricos se plenificam de sentido quando ampliam a compreensão e a consciência do que vivemos no presente. Assim, Apolo e Irles propuseram reflexões que certamente auxiliaram a formação da consciência política e social dos estudantes, possibilitando uma compreensão mais ampla dos desdobramentos e consequências daqueles fatos na história atual.


Projeto Tribunarte

  Tribunarte: um projeto que veio para ficar! Essa foi a sensação dos professores participantes e dos alunos do 9º ano do Colégio Santo Agostinho. Esse projeto consistiu, em sua primeira edição, na reflexão sobre o papel das câmeras de segurança nos espaços públicos : são um auxílio necessário para as políticas de segurança pública ou representam uma distorção ao legítimo direito à privacidade dos cidadãos?
            Idealizado pelo professor Jean Otoni, o projeto foi desenvolvido em diversas etapas e atividades. Previamente, os alunos estudaram textos que os municiaram de argumentos e informações a respeito do tema proposto. Organizaram-se dois grupos: os que defenderiam a utilização das câmeras e os que argumentariam contrariamente a esse uso, em vista do direito à privacidade. Foram realizadas atividades diversas que compuseram o projeto:
  • "blitz literárias", com a confecção de materiais com frases e pensamentos;
  • abaixo-assinados, em que os estudantes puderam colher a impressão dos seus colegas de outras séries e também dos funcionários da escola a respeito do tema;
  • confecção de logotipos e pôsteres informativos que movimentaram toda a escola em torno do assunto.
            E, enfim, o esperado dia do debate (21 de maio), organizado com muita seriedade, regras bem elaboradas e claras, e a exposição do tema pelos debatedores e as discussões levantadas em torno da temática.
            A finalidade do projeto consistia no exercício correto da linguagem padrão, na construção de argumentações coerentes que constituíssem uma continuidade lógica ao tema (sem desviar dos assuntos em pauta) e o desenvolvimento do discurso oral, utilizando-se dos recursos linguísticos adequados.
            Após a execução do Hino Nacional foram apresentados pelas turmas os hinos cantados em forma de paródia ou composições próprias; os presidentes de turma compuseram a mesa, junto à Comissão Técnica e os respectivos debatedores deram início aos trabalhos.
            Com rigor nos aspectos formais e seriedade nos procedimentos, as discussões foram bem conduzidas pelo professor Jean Otoni, o presidente da Tribuna. Era notável o trabalho de preparação dos alunos, que dispunham de textos, dados, gráficos e outras informações que os auxiliaram na hora de construírem ou rebaterem os argumentos em pauta.
            Segundo uma das célebres frases de Sócrates, "uma vida irrefletida não vale a pena ser vivida"! Os alunos do 9º ano assumiram com grande sentido e significado a sua reflexão, experimentando a arte da argumentação bem elaborada e do exercício democrático do diálogo num contexto de pluralidade de ideias. Seguindo critérios delineados previamente, as turmas ganhavam ou perdiam pontos.
        Quem ganhou, ao final? Todos ganharam! Todos os envolvidos estão de parabéns por essa iniciativa, mostrando que a aquisição de conhecimentos, embora seja uma tarefa de árdua dedicação, pode ser construída numa atmosfera lúdica e criativa, transcendendo o fardo cotidiano do ato de estudar.









terça-feira, 13 de maio de 2014

Relatos e experiências do voluntariado em 2014

Vejam o relato que a aluna Isabela Medeiros do 8º D escreveu a respeito dos inícios das atividades do voluntariado na CEPA: 

"Nessa manhã de sexta-feira, uma magia tomou conta do Cepa e sorrisos e gargalhadas ecoavam por todos os espaços. Os alunos dos 8º e 9º anos do turno da tarde, de caras pintadas, foram levar uma experiência de alegria aos garotos, com oficinas de maquiagens diversas: princesas, zumbis, machucados falsos; também tivemos histórias, brincadeiras de roda e muito mais. 
Foi pouco o tempo do encontro, mas responsável por uma alegria que duraria o dia inteiro! Os alunos? Saíram felizes e com a sensação do dever cumprido. 
Por menos tempo que você tenha a se dedicar ao outro, dedique-se bem! Isso pode fazer diferença por toda a vida!" 

(Isabela Medeiros Romeiro - 8º D) 











 



sexta-feira, 25 de abril de 2014

Voluntariado a pleno vapor!

Alegra-nos constatar que o voluntariado, a cada ano que passa, vai se encorpando no conjunto de atividades do Colégio, ao mesmo tempo em que se consolida não apenas como uma atividade avulsa em meio a tantas outras, mas sim como uma tomada de consciência e mudança de atitude em relação ao modo como nossos estudantes concebem o mundo, a vida, a realidade social e suas contradições. Recebemos alunos empolgados e cheios de boa vontade, e também com um sentido sincero de "fazer o bem", ser solidários com os mais pobres e excluídos. Tudo isso, envolto numa atmosfera lúdica, divertida, festiva: os nossos jovens estão descobrindo um novo jeito de se engajar - mais flexível, embora comprometido; mais leve e dinâmico, ainda que exigente e bem planejado; mais festivo e descontraído, ainda que sério e cheio de bons propósitos. 

Abaixo, seguem alguns registros de atividades realizadas nesses primeiros meses de ano letivo em instituições como a CEPA (bairro Bela Vista) e CLMT (em Ibirité), assim como os encontros formativos no colégio e a presença de nossas ex-alunas Amanda e Heloísa que, em suas novas jornadas acadêmicas, continuam dedicando-se às atividades voluntárias.






Oficina de maquiagens e fantasias no CEPA



Turma da tarde na CEPA



terça-feira, 22 de abril de 2014

Convite - missa da Páscoa

Na liturgia católica, todo um tempo especial é dedicado à celebração da Páscoa do Senhor e sua Ressurreição. Assim, o "domingo da Páscoa" se estende por diversas semanas, em que renovamos o louvor a Deus, aprofundando a vivência litúrgica, sacramental e a leitura das sagradas escrituras. 

Assim, é com o senso de pertencermos a uma só grande comunidade agostiniana que convidamos todos a participarem da "Missa da Páscoa" e celebrarmos juntos esse momento central de nossa fé. 




terça-feira, 8 de abril de 2014

Dia ANEC - Encontro das Escolas Católicas de MG






A equipe do Depas do Colégio Santo Agostinho, composta em 2014 por Jean Carlos, Antonia Malta e Wanderley Avelar participou do “Dia ANEC”, encontro organizado para confraternização entre as escolas católicas e reflexões sobre temas atuais. O tema abordado no dia foi o da “Formação da consciência política da juventude”, contando com as reflexões e palestras dos prof. Shirley Rezende (Observatório da Juventude da UFMG) e do prof. Jamil Curi (UFMG).

A prof. Shirley trouxe uma série de informações a respeito dos novas formas de participação e intervenção política dos jovens, que se intensificaram a partir dos movimentos de rua em 2013. Um dos aspectos novos e interessantes apresentados refere-se ao fato de que o ativismo juvenil hoje é bem distinto, envolvendo iniciativas culturais (música, dança, teatro), formas de protesto bem humoradas e festivas e muita agilidade por meio das redes sociais e do ciberativismo. Há também o que se denomina de “coletivos urbanos”, redes de grupos que se dedicam a causas específicas em relação aos problemas das cidades: transporte, moradia, violência, cidadania etc. Uma das características marcantes desses movimentos é sua fluidez e um modelo de engajamento menos rígido e mais plural. Um dado importante para a reflexão das escolas católicas: cerca de 43% desses jovens ativistas são oriundos ou tem ligação com atividades e instituições de cunho religioso! Sua organização preza pela horizontalidade (sem hierarquias estabelecidas, abrindo espaços igualitários de participação), autonomia e autogestão. Uma das questões recorrentes abordadas por esses coletivos urbanos diz respeito à violação aos direitos humanos a que são submetidas, particularmente, as populações de jovens no Brasil e na região metropolitana de Belo Horizonte. 


O prof. Jamil esboçou, em suas reflexões, a questão do projeto de democracia no atual estágio da história brasileira: vivemos numa sociedade democrática, política e socialmente falando, porém essa democracia não é plena; embora as conquistas sociais da última década sejam importantes e cruciais, ainda são incompletas e precisam se consolidar. Essa é uma chave de leitura para se compreender os atuais movimentos e reivindicações nas ruas: as conquistas sociais nos levam a outro patamar. A população, por meio da distribuição de renda, consegue maior acesso aos bens de consumo, moradia, saúde, educação, lazer etc. Agora, nesse novo patamar, se amadurece a consciência de cidadania: desejamos acesso aos bens sociais, mas desejamos isso com qualidade: bom transporte, boas escolas, bom atendimento médico, saneamento, etc.




 Há reflexos dessa incompletude na própria forma de se organizar das escolas e na sua relação com os jovens. E a escola, como se posiciona diante dessas questões? O prof. Jamil aponta que as escolas são importantes espaços de troca de ideias e aprendizagem, interação e experiência de valores entre os jovens. Contudo, ainda estão pouco abertas às atividades que vão além dos conteúdos formais, pouco abertas às novas tecnologias e novas maneiras de pensar e se organizar da juventude: sua organização ainda é verticalizada, hierárquica, pouco propícia ao diálogo! As mudanças apontam para um lado, mas a escola parece caminhar para o lado oposto! O grande desafio, pois, é articular a escola e as “novas juventudes”. Como fazer e conseguir isso?

Ao longo do debate com ambos os professores, algumas pistas de ação e reflexão foram apontadas: ser jovem e ser estudante não é algo inconciliável! O jovem contemporâneo tem sede de cultura, lazer, participação, agremiação, enfim, de participar da sociedade. A escola pode ser um ótimo espaço para essa aprendizagem, auxiliando-os a desenvolver suas habilidades discursivas, de convivência e respeito à pluralidade, construindo iniciativas de liderança e convívio na esfera pública. Que assim seja!